Pagamento por floresta em pé é discutido no COP26 e pode movimentar R$ 30 bilhões em 4 anos

O novo crédito sustentável permite o produtor rural de receber e se dedicar na preservação de florestas de sua propriedade


O Brasil está cheio de novidades à mostra no COP26, a 26ª Conferência das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre as Mudanças Climáticas, são 26 empresas que representam o país nesta edição, que começou no dia 31 e vai até o dia 12 de novembro.

A pauta do momento é o modelo alternativo de crédito, desenvolvido pela Brasil Mata Viva, que permite manter as florestas em pé, chamado da Unidade de Crédito de Sustentabilidade (UCS). O crédito pode ser comercializado entre produtores certificados por manter a floresta, empresas e pessoas físicas interessadas em reduzir ou neutralizar o impacto ambiental que geram. Está estimado um potencial de R$ 30 bilhões pelos próximos 4 anos, segundo o Governo Federal.

O novo crédito sustentável surgiu após a aprovação da Cédula de Produto Rural (CPR) Verde, onde é um título financeiro para o produtor rural receber para se dedicar a preservação de florestas e matas em sua propriedade, atualmente há mais de 200 produtores rurais cadastrados na CPR.

Para especialistas, a UCS é uma ferramenta que permite ao brasileiro o uso próprio do dinheiro para preservações de nossas terras, sem que precise de dinheiro de outros países para isso, já que temos a Floresta Amazônica, que é assunto do mundo inteiro por conta de desmatamentos ilegais e programas de incentivo à preservação.

Ao negociar a UCS, o produtor recebe uma certificação da existência da floresta e, parte correspondente a sua compra será mantida nesse período. Quem criou a forma como é gerida a UCS foi a Universidade Estadual Paulista (Unesp), junto a auditorias internacionais.

Os serviços da UCS conta com a preservação da fauna, de recursos hídricos, madeira preservada, além de se atentar com o volume de carbono que essas florestas retiram do ar.


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