Serviço da Zona Sul promove oficina de arte como ferramenta para lidar com traumas

 Através de diferentes atividades, as crianças aprendem gerenciar as emoções


O Centro para Crianças e Adolescentes (CCA) Reconciliação, localizado na Capela do Socorro, realiza diariamente uma oficina artística com os atendidos. Por cerca de uma hora, as crianças e os adolescentes participam de rodas de conversa para expressar suas ideias e sugestões sobre a oficina, além de realizar as atividades propostas pelo oficineiro.

Segundo o gerente do CCA, Luiz Alves, o projeto “A arte de ressignificar histórias” mescla “criatividade, autogerenciamento das emoções e a decoração do serviço”. Ao longo da oficina, os atendidos aprendem técnicas de desenho, principalmente no estilo de mangás e histórias em quadrinhos, conversam em roda sobre suas sugestões e demandas, além de se distraírem de situações traumáticas.

Todos os atendidos pelo CCA participam da oficina, que é uma das favoritas entre as oferecidas pelo serviço, e recebem propostas de atividades adequadas às idades de cada um. Eles são divididos em dois grupos com cerca de 15 pessoas para evitar aglomerações no espaço da oficina, o que preserva a segurança das crianças e dos funcionários do local.

Segundo Alves, “a arte é uma ferramenta para curar a alma” e fornece um momento de abstração em relação às violências relacionais, melhorando a conexão entre as crianças. Ele também percebe diferenças significativas no comportamento dos atendidos, “eles estão mais calmos, concentrados, criativos e empáticos”.

A adesão à oficina é notável, e graças a ela a frequência dos conviventes está muito mais constante. No início da atividade, eles se mantinham concentrados por cerca de meia hora, mas com o tempo desenvolveram mais interesse e sua duração da oficina dobrou. O gerente conta que os atendidos “gostam tanto das atividades que continuam a fazer os desenhos propostos em casa, como foi o caso do dia dedicado aos autorretratos”.

Ele também ressalta que atualmente a oficina permite que todos tenham espaço de fala e que exercitem suas capacidades físicas e comportamentais, algo que é percebido na mudança de conduta das crianças. Alves afirma que “a arte tem um papel fundamental no desenvolvimento da esperança e tem sido efetiva no enfrentamento das violências causadas pelas vulnerabilidades cotidianas”.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

GCM forma mais 41 agentes para atuação em fiscalização ambiental

Capacitação amplia a autonomia dos guardas no atendimento de...

Ela me ensinou o que é medicina — com as mãos e com o coração

No dia 30 de maio partiu a Angelita Habr-Gama....

GCM forma mais 41 agentes para atuação em fiscalização ambiental

Capacitação amplia a autonomia dos guardas no atendimento de ocorrências de crimes ambientais A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo formou mais 41 agentes...

Prefeitura entrega nova UBS Vila Joaniza, na Zona Sul, mais moderna e com estrutura 7 vezes maior

Equipamento, com capacidade de realizar cerca de 4,8 mil por mês, passa a ocupar um espaço de 1.740 m² A Prefeitura de São Paulo entregou...

Ela me ensinou o que é medicina — com as mãos e com o coração

No dia 30 de maio partiu a Angelita Habr-Gama. Aos 92 anos, deixou um legado que ultrapassa os livros, os centros cirúrgicos e as...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui