ARTIGO | Nutrição inteligente x produção sustentável

A necessidade de se produzir alimentos, fazendo uso dos recursos naturais disponíveis, para suprir as necessidades nutricionais não só da humanidade, mas também dos diversos seres vivos como os animais e plantas, sem atrapalhar o fornecimento dos recursos naturais para as futuras gerações, é, sem dúvida, o maior desafio do próximo século. Este tema sempre esteve presente nas pautas governamentais mundiais.

Nos últimos três anos, tal temática ganhou um peso maior, fomentado pela criação de regras restritivas de importação em alguns países, que não praticarem políticas sérias de preservação ambiental. Num primeiro momento, estas regras podem ser um desafio grande para os exportadores de alimentos como o é o caso do Brasil, caso a nossa agropecuária e as indústrias de insumos não cumpram as regras exigidas por estes.

A necessidade de se produzir alimentos de forma mais sustentável abre uma grande oportunidade para o agro brasileiro!

Hoje, nós já temos a agricultura mais sustentável do mundo, com as melhores práticas agrícolas, como plantio direto, integração lavoura, pecuária e floresta, além da utilização de insumos biológicos em uma escala muito maior do que em qualquer outro país.

A inovação tecnológica, aliada às boas práticas de cultivo, tem proporcionado ganhos de produtividade que irão aumentar a competitividade do Agro Brasileiro e reduzir o impacto ambiental da produção agropecuária.

O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), tem como objetivo diminuir a nossa alta dependência externa de fertilizantes. E uma de suas principais diretrizes é fortalecer as chamadas “Cadeias Emergentes”, que contempla entre outras tecnologias, os fertilizantes orgânicos e organominerais, os condicionadores de solo, os biofertilizantes e os substrato para plantas.

O fortalecimento desta cadeia produtiva é fundamental para diminuir a dependência externa por fertilizantes para garantir a segurança alimentar e para assegurar a competitividade e a renda do produtor. As cadeias emergentes podem suprir (a médio e longo prazos) mais de 25% da demanda por fertilizantes. Tudo isso com tecnologia nacional, gerando valor e mais riqueza para o agronegócio e para a sociedade brasileira.

Roberto Levrero é presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Acessibilidade avança em regiões centrais de São Paulo, mas ainda falha em bairros periféricos

Pessoas com deficiência visual relatam desafios estruturais e apontam...

Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático

Ondas e calor e falta de energia estão entre...

Crise climática bate à porta e na conta de luz: por que a água se tornou o novo termômetro da inflação no Brasil

Com base energética hidrelétrica, Brasil precisará de estratégia para estabilidade econômica do país No mês em que comemoramos o Dia Nacional de Conscientização sobre Mudanças...

Acessibilidade avança em regiões centrais de São Paulo, mas ainda falha em bairros periféricos

Pessoas com deficiência visual relatam desafios estruturais e apontam demandas ainda não atendidas na maior metrópole do país A vida em uma grande capital pode...

Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático

Ondas e calor e falta de energia estão entre os impactos mais citados Um em cada quatro brasileiros (24%) já precisou sair de casa temporariamente...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui