Prefeitura busca investimentos no Ecoturismo na Zona Norte

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Documento traz diversas ações e promoções na região do Cantareira, visando o turismo no local


A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (SMDET) lançou nesta terça-feira (28) o Plano de Desenvolvimento Turístico do Polo de Ecoturismo da Cantareira, documento fruto de ampla pesquisa, que aponta diretrizes para promoção do setor na região que abriga uma das maiores florestas urbanas no mundo. Um dos objetivos esperados por esta iniciativa é atrair mais investimentos por meio do turismo rural, turismo de base comunitária-indígena nas aldeias guarani, entre outros.

“A cada dia a cidade de São Paulo melhora mais a sua política ambiental, principalmente com relação aos polos de ecoturismo. Hoje tempos 48,13% de áreas com cobertura vegetal e nosso grande desafio é não deixar que esse índice seja reduzido, ao contrário, que possamos avançar e chegar a 50%. Por isso, que ações como essa, de incentivo e preservação do meio ambiente e ao ecoturismo são necessárias”, destacou o prefeito Ricardo Nunes.

Entre as estratégias de desenvolvimento detalhadas no Plano estão: criação de uma instância de governança e articulação de ações com cidades vizinhas, como Mairiporã, que se conectam por meio da Serra da Cantareira, além de melhorar as condições de acesso e mobilidade, infraestrutura e preservação da memória histórica e cultural da região.

“Quando aprovamos a lei do Polo de Ecoturismo da Cantareira já começamos a trabalhar no desenvolvimento do enorme potencial da região para gerar emprego e renda no setor de turismo e promover junto aos paulistanos e turistas esta área verde tão significativa para a nossa cidade. Com o lançamento de hoje, damos um passo importante no nosso objetivo de transformar a Cantareira num dos grandes pontos de visitação da capital”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

No perímetro do Polo de Ecoturismo da Cantareira estão inseridos dois parques estaduais: Cantareira e Löfgren, o Horto Florestal, que possuem mata atlântica nativa, áreas de lazer, esporte, gastronomia, além de um grande manancial, que produz água para o abastecimento da região metropolitana de São Paulo.

“Estamos fazendo um trabalho que não é para hoje, mas para duas, três, quatro décadas de preservação. Esse é o trabalho inteligente, sustentável e que eterniza”, disse o prefeito de Mairiporã, Walid Hamid.

O material começou a ser elaborado entre os meses de outubro e dezembro de 2020. A partir da coleta de dados e análise, a publicação propõe estratégias e ações que devem direcionar as políticas públicas e investimentos para ampliar o acesso às atividades realizadas no Polo, aos espaços de lazer, alimentação, investimentos e hospedagem no perímetro, além da estruturação de serviços turísticos.

“Temos uma preocupação muito grande com essa questão e São Paulo vem fazendo um trabalho muito importante. Já entregamos o Parque Paraisópolis com 26 mil metros quadrados de área verde e estamos na iminência de entregar o Parque Augusta, com mais de 70 mil metros de área verde para a cidade”, lembrou o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro.

Uma das principais necessidades identificadas é a capacitação relacionada à hospitalidade para formação de mão de obra qualificada local. Com o apoio da Agência São Paulo de Desenvolvimento – Ade Sampa, uma das prioridades do Plano é promover programas de capacitação de monitores e guias de turismo para a condução de grupos para dentro do Parque Estadual da Cantareira.

O secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, destacou a importância do ecoturismo para a geração de empregos e preservação da natureza. “Estimular o ecoturismo é fazer com que as pessoas vivam o meio ambiente e, por esta vivência, tragam emprego, desenvolvimento e o verdadeiro sentido da qualidade de vida. Só teremos qualidade de vida se preservarmos o ar que respiramos, a água que bebemos e a terra de onde tiramos os nossos alimentos. Por isso, o ecoturismo é fundamental. Louvo esta atitude da Prefeitura de São Paulo”, disse Penido.

Os Atrativos do Polo são utilizados por moradores da Zona Norte, seguido por habitantes de municípios vizinhos, o que mostra um enorme potencial a ser desenvolvido alcançando todas as regiões da cidade.


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