Moradores de todas as regiões da cidade poderão contribuir para o novo plano de gestão de resíduos

Prefeitura e ONU-Habitat realizam encontros com a população entre os dias 18 e 22 de agosto para discutir o tema

A Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), realizará oficinas participativas voltadas à fase de diagnóstico do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS). Os munícipes poderão identificar desafios, sugerir estratégias e compartilhar conhecimentos sobre suas vivências em relação à gestão de resíduos nas subprefeituras. As reuniões acontecerão entre os dias 18 e 22 de agosto, a partir das 19 horas, nas 5 regiões da capital paulista.

O desenvolvimento do PGIRS leva em conta uma série de desafios na gestão de resíduos sólidos, como o aumento da geração de descartes, a necessidade de modernizar a coleta, a inclusão social dos catadores, a falta de informações sobre materiais recicláveis coletados informalmente e as dificuldades para implementar os sistemas de logística reversa. Além disso, a implementação da economia circular e as mudanças climáticas surgem como elementos-chave para tornar o sistema mais eficiente e sustentável.

“A construção do PGIRS parte do entendimento de que a sustentabilidade não se alcança de forma isolada. Para que o sistema de gestão de resíduos funcione de maneira eficiente, justa e ambientalmente responsável, é fundamental trabalhar todos os elos da cadeia — desde o momento do descarte feito pela população, passando pela coleta, triagem, transporte e destinação final, até a valorização dos materiais por meio da reciclagem” comenta o coordenador de programas do ONU-Habitat Luiz Gustavo Vilela, responsável pela frente do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Durante as oficinas, será utilizada a matriz SWOT, que analisa forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, para que os participantes analisem a gestão de resíduos em suas regiões e na cidade. Serão abordados temas como reciclagem, economia circular, logística reversa e a atuação de catadores e cooperativas. Mapas impressos em grande formato apoiarão os debates, permitindo a marcação direta de locais e áreas de interesse.

“Cada morador conhece de perto os desafios do seu bairro e pode contribuir com soluções reais e eficazes. Construir uma cidade mais limpa, justa e sustentável começa com a escuta ativa de quem vive nela todos os dias” afirma o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi.


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