Detran-SP lança campanha focada em mudança de comportamento para reduzir mortes de motociclistas

Em resposta ao aumento de 12% nas fatalidades no trânsito, peças usam pesquisa e depoimentos reais para alertar: ‘Não corra. A velocidade não perdoa’

“Imagine que você vem dirigindo a sua moto a 50 km/h e algo inesperado acontece. Você levaria alguns segundos até conseguir parar por completo. Agora, imagine que você estivesse vindo a 60 km/h”, diz o texto, interrompido pelo som da batida. “10 km acima do limite. A diferença entre a vida e a tragédia.” É assim que é conduzido o roteiro da nova campanha do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), “Não corra. A velocidade não perdoa”. Lançada para mudar comportamentos de risco, a campanha tem como alvo principal o excesso de velocidade, e suas peças entram em circulação a partir desta quarta-feira (1).

A iniciativa é uma resposta direta ao atual cenário da segurança viária no estado que, em 2024, registrou 2.630 mortes no trânsito – aumento de 12% em relação a 2023. A campanha foi desenvolvida em parceria com a Iniciativa Bloomberg para a Segurança Viária Global (BIGRS), com apoio técnico da Vital Strategies. O filme principal, spots de rádio e anúncios foram construídos a partir de uma metodologia baseada em dados, que incluiu consultas ao público-alvo para garantir sua máxima efetividade. A peça para TV é protagonizada por Bruno Santos, um motociclista que sobreviveu a um sinistro. “Você está tendo a chance de aprender isso neste vídeo. Eu aprendi aqui, nesta rua”, diz ele de sua cadeira de rodas.

Dados foram o ponto de partida para definir o foco: motociclistas representam 43% de todas as vítimas fatais de trânsito, sendo o perfil mais vulnerável o de homens até 24 anos. A análise revelou que 38% dos sinistros fatais com motos em cidades como São Paulo e Campinas não envolveram outros veículos, indicando que a velocidade excessiva é fator determinante. Além da tragédia humana, o impacto econômico é severo: estima-se que os sinistros de trânsito na cidade de São Paulo, sozinhos, geraram uma perda de produtividade superior a R$ 3,3 milhões em 2024.

“Os dados mostram que precisamos agir. Esta campanha não é apenas para informar, é para provocar uma mudança real de comportamento, mostrando que a escolha de acelerar tem consequências irreversíveis”, diz Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP.

Para construir uma narrativa efetiva, a estratégia incluiu testes de mensagem com o público-alvo. Os resultados mostraram que, embora os motociclistas conheçam os riscos, eles são pressionados pelas necessidades financeiras, de trabalho e, inclusive, são atraídos pela adrenalina. A campanha busca desconstruir essa ideia, focando nas abordagens de maior impacto: o sentimento de culpa por ferir outra pessoa e a dor causada à família. O formato de depoimento real foi o que se provou mais relevante e eficaz.


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