Anvisa autoriza testes da vacina Butanvac em humanos

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A vacina Butanvac é desenvolvida pelo Instituto Butantan e considerada a 1ª vacina 100% brasileira contra a Covid-19. A produção começou em abril, com um lote de 18 milhões de doses. Para essa fabricação, o Instituto Butantan utilizou cerca de 520 mil ovos de galinha


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos com a vacina Butanvac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e considerada a 1ª vacina 100% brasileira contra a Covid-19.

O desenvolvimento da vacina começou em março deste ano e testes pré-clínicos realizados com animais se mostraram promissores, o que permite evoluir para estudos clínicos em humanos.

A produção começou em abril, com um lote de 18 milhões de doses. Para essa fabricação, o Instituto Butantan utilizou cerca de 520 mil ovos de galinha.

Segundo o Instituto, em cada ovo é inserida uma solução com o vírus e os ovos passam por um processo de ovoscopia, realizada por meio da aplicação de luz de forma individual, para avaliar a qualidade do embrião.

Os ovos ficam acondicionados em incubadoras e depois passam pela inoculação (introdução do vírus inativado).

Então, os ovos vão novamente para as incubadoras, por um tempo de aproximadamente 72 horas, para que a multiplicação viral possa acontecer.

Em seguida, são encaminhados para o resfriamento, onde ocorre a eutanásia do embrião. Na próxima etapa, colhe-se o líquido alantóico do ovo, onde está concentrado o vírus replicado.

Nas etapas de purificação, clarificação e filtração, o vírus é inativado.

“Essa produção vai alcançar 40 milhões de doses. Mas a capacidade de produção da fábrica do Butantan seguramente é para 100 milhões de doses até o final deste ano. No ritmo que o Butantan tem trabalhado, se houver velocidade na aprovação da Anvisa, ainda neste ano o Butantan poderá produzir até 150 milhões de doses da Butanvac”, afirmou o governador João Doria.

Por ter produção brasileira, a Anvisa acredita que a principal vantagem desta vacina é sua autonomia. “Tem o fato de que vai ter desenvolvimento todo no Brasil e que vai trazer mais autonomia no sentido de que o Butanta vai produzir o IFA [Ingrediente Farmacêutico Ativo]”, disse Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Anvisa.


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