Instituto Butantan inicia produção da Butanvac, considerada a 1ª vacina brasileira contra a Covid-19

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Apesar de já ter iniciado a produção da vacina nacional, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou o processo completo e ainda aguarda a análise de documentos para os testes em humanos. A expectativa é produzir 18 milhões de doses até junho


Depois de anunciar que iniciou o desenvolvimento da primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus, o Instituto Butantan anunciou que deu início a produção de um lote de 18 milhões de doses da vacina Butanvac.

Diferente das vacinas que atualmente são usadas para imunizar a população brasileira, a Butanvac não vai precisar de importação de matéria-prima. No dia 28 de abril, o Instituto Butantan recebeu um lote de 520 mil ovos para fazer a vacina e explica como a vacina será produzida a partir dos ovos:

  • Controle da qualidade dos ovos e avaliação da qualidade do embrião

Após o preparo da solução com o vírus que será colocada em cada ovo, os ovos passam por um processo de ovoscopia, realizada por meio da aplicação de luz de forma individual, para avaliar a qualidade do embrião.

  • Acondicionamento em incubadoras na área não-viral da fábrica

Os ovos ficam acondicionados em incubadoras na área de transferência da parte não-viral da fábrica para a parte viral.

  • Transferência para a área viral e inoculação com solução com o vírus

Depois de transferidos, os ovos passam pela inoculação (introdução do vírus inativado).

  • Acondicionamento em incubadoras para multiplicação do vírus

Os ovos vão novamente para as incubadoras, por um tempo de aproximadamente 72 horas, para que a multiplicação viral possa acontecer.

  • Resfriamento

Em seguida, são encaminhados para o resfriamento, onde ocorre a eutanásia do embrião.

  • Coleta do líquido alantóico do ovo, onde está concentrado o vírus replicado

Na próxima etapa, colhe-se o líquido alantóico do ovo, onde está concentrado o vírus replicado.

  • Processo de purificação do produto + Inativação + Filtração e acondicionamento em câmara fria

Nas etapas de purificação, clarificação e filtração, são retirados componentes como hemácias, proteínas que não são do interesse para a produção e água. Também nesta etapa o vírus é inativado. “Em aproximadamente 11 dias teremos o monovalente finalizado, que fica armazenado em câmara fria”, ressalta Douglas Gonçalves de Macedo, gerente de produção do prédio de fabricação da vacina Influenza, onde será fabricada a ButanVac.

  • Envio para o prédio de formulação e envase

Conforme a programação do PCP (Planejamento e Controle de Produção, área responsável por planejar todo o cronograma, desde a chegada dos ovos até a disponibilização da vacina para o Ministério da Saúde), ocorre o envio para o prédio de formulação e envase, onde a solução é colocada em frascos, vedada, rotulada e embalada.

Apesar de já ter iniciado a produção da vacina nacional, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou o processo completo e ainda aguarda a análise de documentos para os testes em humanos.

“Nesta primeira etapa, o Butantan vai produzir 18 milhões de doses da vacina pronta para o uso já na primeira quinzena de junho, assim que o processo de aprovação da Anvisa for concluído. Essa produção vai alcançar 40 milhões de doses. Mas a capacidade de produção da fábrica do Butantan seguramente é para 100 milhões de doses até o final deste ano. No ritmo que o Butantan tem trabalhado, se houver velocidade na aprovação da Anvisa, ainda neste ano o Butantan poderá produzir até 150 milhões de doses da Butanvac”, afirmou o governador João Doria.


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