Onda de recuperação de prédios antigos ganha força no Centro de SP

Construções subutilizadas viram moradia e impulsionam transformação no centro


O centro tem imenso potencial para ser uma das maiores referências em cultura, habitação e infraestrutura urbana do país. Para acelerar esse movimento, a Prefeitura tem anunciado iniciativas em diversas frentes, seja para atrair novos moradores à região como qualificar a vida de quem já vive no centro.

A aprovação de um amplo plano urbanístico decorrente do Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Setor Central em setembro e a regulamentação de um programa de Retrofit elaborado pela Secretaria de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) são medidas tomadas pelo Município para a transformação da região central.

Os desafios são muitos, mas, com o incentivo da Prefeitura, empresas do segmento habitacional estão recuperando prédios antigos e em desuso em unidades habitacionais modernas e seguras para estimular a ocupação do centro da cidade.

A Prefeitura sancionou em 2021 uma série de incentivos fiscais e edilícios específicos para retrofit na região central por meio do Programa Requalifica Centro.

Localizado na região da Praça da Bandeira, o Edifício Maria Magdalena, tem hoje 28 apartamentos, duas lojas e fachada ativa. Ele é um dos casos de imóveis abandonados que foram totalmente recuperados. A construção passou por um profundo processo de modernização pela empresa Ilion Partners e entregue em 2022.

“Compramos o edifício em condições precárias de conservação e agora devolvemos com uma ótima estrutura para a cidade. O retrofit da edificação permitiu um pouco de luz para a região e o imóvel tem atraído um público muito diversificado, que abraçou fortemente o projeto”, conta Maxime Barkatz, sócio fundador da Ilion Partners.

Outro objetivo desse segmento é entregar unidades habitacionais com preços acessíveis e para públicos diversos. O co-fundador da empresa Somaúma, Marcelo Falcão, explica que a intenção dos investimentos é transformar o centro em uma área mais plural e democrática.

“Estamos olhando para a cidade e falando de qualidade de vida. A ideia é trazer pessoas para a região central, mas pessoas de diferentes classes, para que todas elas possam usufruir da estrutura urbana da cidade”, explica.


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