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segunda-feira, 22 julho, 2024

Venezuelana Elvia Giraldo se aventura sozinha no Brasil e se encontra com a música

História de superar as adversidades fazendo aquilo que ama fazer é exemplo para todas as nacionalidades


A música não tem classe, cor, religião, sexo ou nacionalidade. Trata-se de uma linguagem universal que faz parte do dia a dia em qualquer canto do mundo. Na Orquestra Sílvia Luisada (OSL), temos um grande exemplo de outras fronteiras que fazem parte do mundo musical em nossa Grande São Paulo: A Venezuela Elvia Giraldo.

“Nasci na cidade de Barcelona, Estado de Anzoàtegui, na Venezuela. Comecei aos nove anos, como violoncelista e no coro sinfônico infantil. Tive a sorte de participar de diversas orquestras e corais, se apresentou Elvia, de 41 anos e que chegou no Brasil em 24 de abril de 2019.

Sem ter parentes ou conhecimento sobre o Brasil, Elvia veio sozinha motivada por dois amigos venezuelanos. “Eu vim sem saber falar português. Depois meus amigos venezuelanos ainda saíram do Brasil. Foi uma época muito difícil pra mim. Trabalhei como garçonete, faxineira e depois arrumei um emprego como analista de conteúdo no Facebook”, completa Elvia sobre um início difícil em terras novas.

Mas Deus escreve certo por linhas tortas, através de uma amiga na Venezuela, ela passou o contato de um Professor de Música do Parque Viana Barueri, o que abriu novos horizontes para a vida da venezuelana na Grande São Paulo. “Tive que me reinventar durante a pandemia, pois perdi o emprego. O Professor Manoel Macário gostou do meu currículo e me permitiu dar aulas de canto, piano e violoncelo em sua escola. Foi aí que me reconectei com a música neste país maravilhoso que é o Brasil”, lembra Elvia.

Elvia hoje é professora de canto, violoncelo e piano!

Ainda na Venezuela, Elvia chegou a se apresentar em locais importantes da cultura do país vizinho, como o ‘El Aula Magna’, Teatro Teresa Correño, Teatro Municipal de Caracas e Teatro de Caracas. “Aqui no Brasil tenho o sonho de me apresentar no Teatro Paulo Eiró, Sala São Paulo, Theatro Municipal, Teatro São Pedro, Teatro do Parque Ibirapuera, já na América Latina, meus sonhos são o Teatro Colón de Buenos Aires, Teatro Devollago de Guadalajara (México), Palacio de Bellas Artes Distrito Federal México, Gran Teatro La Habana Cuba, Teantro Nacional San José (Costa Rica), entre outros.”

Elvia hoje canta em português, italiano, um pouco de alemão e inglês. Amo música brasileira, é incrivelmente difícil e delirante. Cantei muito Bossa Nova no meu país e pensei que falava português. Mas quando cheguei aqui percebi que não falava nada. Todos os dias continuo praticando para conseguir falar bem essa língua maravilhosa que é exageradamente romântica [riso]…”, disse.

Já trabalhando na escolinha de música em Barueri, a Diretora da escolinha convidava Elvia para se apresentar em alguns encontros de orquestra. “Em um desses encontros conheci o violonista Eliseu Oliveira, que me contou sobre a Maestrina Sílvia Luisada e todos os seus projetos. Fiquei fascinada e sem pensar sobre fui a um ensaio participar e acabou sendo umas das experiências mais maravilhosas que tive aqui no Brasil, relembra.

Elvia é um grande exemplo de que superar as adversidades com aquilo que ama torna a vida mais leve, mesmo com as dificuldades que estiver passando. “Quando você estuda artes, você entende que é uma carreira para a vida toda, porque não tem férias. Mesmo em momentos de lazer a gente está trabalhando mentalmente. Meu sonho é continuar estudando e formando alunos, pois minha situação econômica aqui não é fácil. Mas aprendi a não me deixar vencer facilmente. O brasileiro é um povo muito feliz. Mesmo nos momentos mais difíceis de sua veda ele sempre busca uma forma de conseguir algo divertido, talvez como uma espécie de Salvador, onde ele mesmo está se resgatando”, finalizou Elvia Giraldo.

Toda a elegância de ELvia Giraldo se apresentando

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