Smart Sampa captura 13 foragidos da Justiça, faz 10 prisões em flagrante e encontra 2 desaparecidos durante o Carnaval

Programa de monitoramento da Prefeitura tirou das ruas criminosos foragidos por crimes de assassinato, tráfico de drogas, receptação e roubo

Em sua estreia no Carnaval de São Paulo, o Smart Sampa, provou sua eficiência ao viabilizar, por meio das câmeras de reconhecimento facial, a prisão de 23 criminosos, sendo 10 deles em flagrante e 13 foragidos da Justiça que estavam sendo procurados, entre os dias 22 de fevereiro e 4 de março. Além disso, a ferramenta, implementada pela Prefeitura de São Paulo há oito meses, também foi responsável pela localização de duas pessoas que estavam desaparecidas.

No comparativo com o mesmo período do Carnaval de 2024, houve redução na criminalidade: o número de pessoas conduzidas ao distrito policial foi 62,77% menor (passou de 94 para 35) e o número de presos teve redução de 84,85% (caiu de 66 para 10 – considerando apenas os presos em flagrante, sem contar os casos de reconhecimento facial via Smart Sampa). A quantidade de apreensões foi 6% menor em 2025 (passou de 8.111 para 7.639).

Com auxílio da tecnologia, a Secretaria de Segurança Urbana, por meio da GCM, tirou das ruas criminosos que estavam circulando entre os blocos carnavalescos condenados por roubo, receptação, tráfico de drogas, assassinato, além de procurados por atraso na pensão alimentícia. As ações foram realizadas sem qualquer tumulto e necessidade de disparos de arma de fogo, comprovando a eficácia do sistema inteligente de monitoramento.

Entre os foragidos capturados estão André Luis Borges Oliveira Borges, condenado a seis anos por roubo, preso pela GCM enquanto caminhava pela Rua Augusta após ter sua face capturada pela câmera do Smart Sampa. Alexandre Figueira da Silva, procurado pelo crime de receptação desde outubro de 2024, foi identificado pelo reconhecimento facial na Rua Santa Ifigênia, na região central da cidade.

Outro caso foi o de Washington Ricardo Cavalcanti da Silva, traficante condenado pela Justiça de Camanducaia, em Minas Gerais, detido entre foliões na Praça da República, no Centro. Já Flávio da Silva, condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato da ex-cunhada em Albertina (MG), foi identificado enquanto caminhava pela Rua 25 de Março, na região central.

A GCM também deteve um grupo que furtava celulares de foliões durante a passagem de megablocos pela Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, Zona Oeste. Com eles, foram encontrados nove aparelhos furtados de pessoas que estavam nos blocos. O bando era formado por cinco pessoas, sendo dois menores.


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