Simulador solar da USP poderá ser usado para produzir combustíveis limpos

Produzido na Escola Politécnica, o equipamento gera radiação térmica semelhante à do sol

O simulador solar indoor é um equipamento projetado para simular artificialmente a radiação solar em ambientes controlados e utilizado para testar dispositivos e tecnologias que utilizam a radiação solar, como reatores termoquímicos, produção de vapor e óleos quentes.

Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveram e testaram um novo simulador solar indoor de alto fluxo, desenhado para otimizar processos térmicos de alta temperatura e aprimorar tecnologias de energia solar concentrada. O trabalho foi feito no Laboratório de Sistemas Energéticos Alternativos e Renováveis (Sisea). E o simulador já está operacional, podendo ser utilizado em diversas aplicações.

“Nosso simulador utiliza oito lâmpadas de arco de xenônio de alta temperatura. A luz emitida é refletida por um conjunto de espelhos parabólicos, que geram feixes de radiação colimados, ou seja, com raios paralelos. Esses feixes incidem em um segundo conjunto de espelhos parabólicos, para serem concentrados em um ponto focal comum, permitindo a simulação de condições solares intensas dentro do laboratório. O principal objetivo de criar esse ‘sol artificial’ é viabilizar experimentos controlados em ambientes fechados, superando a dependência da radiação solar natural, que está sempre sujeita ao ciclo diurno e a variações climáticas”, conta o pesquisador José Roberto Simões Moreira, professor titular da Poli-USP, coordenador do Sisea e principal responsável pelo trabalho em pauta.

As reações ocorrem em um reator termoquímico baseado no conceito de “cavidade negra”, instalada no foco comum dos espelhos refletores, na qual a radiação concentrada é absorvida, podendo atingir temperaturas capazes de superar 2 mil °C. Essas condições são ideais para a realização de reações químicas específicas, como a produção de gás hidrogênio por processo de oxirredução de metais. Nesse caso, isso se dá em duas etapas: na primeira, um metal é oxidado na presença de vapor d’água, liberando o gás hidrogênio; na segunda, o metal oxidado é reduzido para reutilização, fechando o ciclo. Alternativamente, o equipamento possibilita produzir também o gás de síntese, por meio da reação do metano (CH₄) com vapor d’água (H2O), gerando monóxido de carbono (CO) e hidrogênio (H₂), um processo amplamente utilizado na indústria. Outras reações também podem ocorrer, envolvendo como matéria-prima a biomassa, por exemplo.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

El Niño influencia primavera com chuvas e temperaturas contrastantes no Brasil

Pesquisadora explica os efeitos do fenômeno e as tendências...

Casa Militar celebra 95 anos com homenagem a personalidades civis e militares

Solenidade homenageou autoridades e personalidades que contribuíram para a...

OEA elogia eleição no Brasil, mas aponta preocupação com desinformação 

Entidade apontou "narrativas de desinformação" para gerar desconfiança A Organização...

El Niño influencia primavera com chuvas e temperaturas contrastantes no Brasil

Pesquisadora explica os efeitos do fenômeno e as tendências para a nova estação  Mais chuva no Sul e em parte do Sudeste, menos no Norte...

Casa Militar celebra 95 anos com homenagem a personalidades civis e militares

Solenidade homenageou autoridades e personalidades que contribuíram para a trajetória da instituição Na manhã da quinta-feira (8), a Secretaria da Casa Militar do Gabinete do...

OEA elogia eleição no Brasil, mas aponta preocupação com desinformação 

Entidade apontou "narrativas de desinformação" para gerar desconfiança A Organização dos Estados Americanos (OEA) descreveu a eleição brasileira como uma jornada cívica e pacífica e...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui