Setembro Dourado: atenção aos sinais do câncer infantojuvenil pode salvar vidas

É fundamental que os pais ou responsáveis pela criança fiquem atentos aos sintomas, uma vez que o quanto antes a doença for diagnosticada, maiores são as chances de cura

A campanha Setembro Dourado, promovida ao longo deste mês, tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no Brasil. O alerta é especialmente importante para pais e responsáveis, que devem estar atentos a possíveis sintomas da doença, já que quanto antes o câncer for identificado, maiores são as chances de cura.

Consideram-se cânceres infantojuvenis aqueles que afetam crianças e adolescentes de zero a 17 anos. Os tipos mais comuns são as leucemias (que atingem os glóbulos brancos), além de tumores no sistema nervoso central e sistema linfático. A maior incidência da doença ocorre entre crianças de zero a sete anos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados quase 8 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025 no Brasil. Apesar disso, a detecção precoce e o tratamento especializado aumentam significativamente as chances de recuperação. Diferentemente dos cânceres em adultos, os infantojuvenis não estão relacionados a fatores externos, como hábitos de vida, mas podem surgir por alterações genéticas herdadas ou espontâneas no DNA.

Os sintomas que devem acender o alerta incluem:

  • Perda de peso contínua e sem explicação
  • Dores de cabeça com vômitos matinais
  • Inchaço ou dor persistente nos ossos ou articulações
  • Protuberância ou massa no abdômen, pescoço ou outras áreas
  • Mancha esbranquiçada nos olhos
  • Febres recorrentes
  • Hematomas ou sangramentos repentinos
  • Palidez ou cansaço prolongado

Diante de qualquer um desses sinais, é essencial buscar atendimento médico imediatamente. Em São Paulo, o diagnóstico pode ser realizado em unidades da rede municipal como os Hospitais Dia (HDs) e hospitais municipais. O tratamento geralmente envolve cirurgias, quimioterapia e radioterapia, reforçando a importância de um diagnóstico ágil.

De 2021 a 2024, de acordo com o Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde, ocorreram 3.710 internações por neoplasia na faixa etária de zero a 18 anos na cidade de São Paulo, nos hospitais sob gestão municipal, sendo 950 em 2021, 1.016 em 2022, 899 em 2023 e 845 em 2024.


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