Cobertura de vacinas que ajudam a prevenir a doença supera os índices de 2025, entre crianças de 0 a 1 ano na capital
A rede municipal de saúde oferta vacinas que protegem contra diferentes agentes causadores da meningite e reforça a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento rápidos, além da identificação dos sinais da doença. Neste ano, a cobertura vacinal de crianças de 0 a 1 ano na capital está acima dos índices registrados em 2025 para todas as vacinas recomendadas para a prevenção da meningite.
A iniciativa ganha destaque no Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 5 de outubro, data que chama atenção para as estratégias de enfrentamento da doença. Os imunizantes são disponibilizados conforme a faixa etária, histórico vacinal e indicações específicas, seguindo os esquemas preconizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a estratégia global “Derrotar a Meningite até 2030”, que tem entre suas metas a eliminação das epidemias de meningite bacteriana, a redução em 50% dos casos preveníveis por vacinação e em 70% das mortes, além da redução das sequelas e da melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas.
Diferentes causas
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos e parasitas, com risco de rápida evolução.
Entre as bactérias causadoras da doença estão Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae e Neisseria meningitidis (meningococo, responsável pela doença meningocócica).
A transmissão depende do agente causador. No caso das bactérias, ocorre por gotículas e secreções respiratórias, principalmente em situações de contato próximo.
Os principais sinais de meningite bacteriana incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, náuseas e vômitos, sensibilidade à luz e sonolência ou alteração do estado mental.
Na doença meningocócica, também podem surgir manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. Em bebês, os sinais incluem irritabilidade, sonolência, recusa alimentar, vômitos e abaulamento da fontanela (moleira).
A recomendação é procurar atendimento de saúde diante de qualquer sinal de suspeita da doença.
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