Riscos oferecidos pelo termômetro de mercúrio, que foi proibido pela Anvisa

Metal pode prejudicar saúde humana e do meio ambiente

A fabricação, importação, comercialização e o uso em serviços de saúde de termômetros e esfigmomanômetros (medidores de pressão arterial) com coluna de mercúrio foi proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em todo o território brasileiro. A proibição do uso de termômetros de mercúrio pela Anvisa é um marco importante na proteção da saúde pública e do meio ambiente no Brasil.

A dra. Wilma Lilia de Castro, pediatra e preceptora de Pediatria e Saúde da Criança da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR), explica que o uso dos termômetros de mercúrio representa riscos à saúde devido à toxicidade da substância.“No caso da quebra do termômetro, o mercúrio pode ser absorvido pela pele, inalado ou ingerido, o que pode causar envenenamento”, detalha.

O impacto ambiental é um dos principais motivos da proibição. O professor Rogério Machado, do curso de Engenharia Química, explica que, uma vez liberado no meio ambiente, o mercúrio metálico, pode virar mercúrio iônico, que se ingerido por um peixe, este é metabolizado a metilmercúrio, que por sua vez é uma forma altamente tóxica que se bioacumula na cadeia alimentar.

Hoje, o mercado conta com alternativas que são mais seguras e tecnológicas para a medição.


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