Prefeitura fornece sapatilhas e uniformes aos alunos de balé do Corpo Artístico do Municipal

Medida tem objetivo de favorecer a permanência dos bailarinos, já que muitos vêm da periferia e são de famílias de baixa renda


O prefeito Ricardo Nunes anunciou nesta terça-feira (20) mais uma conquista aos alunos da Escola de Dança de São Paulo: a Prefeitura vai fornecer as sapatilhas e as roupas para a prática da atividade, além de kits de uniformes de verão e inverno para os 340 alunos. A iniciativa é inédita e ocorre pouco tempo após a inauguração do Edifício Sede dos Corpos Artísticos, uma parte essencial da Praça das Artes, dedicado à preparação e atuação dos artistas do Theatro Municipal.

“Estamos dando um avanço importante com esse espaço, do ponto de vista da infraestrutura, mas também do ponto de vista de oferecer essa oportunidade a esses alunos que vêm da periferia e que não tem recursos financeiros de ter os seus equipamentos de fazer o balé”, disse o prefeito Ricardo Nunes ao visitar o local na manhã desta terça. “São Paulo passa para outro patamar.”

De acordo com a diretora de Formação da Fundação Theatro Municipal, Cibeli Moretti, a medida tem objetivo de favorecer a permanência dos bailarinos, já que muitos vêm da periferia e são de famílias de baixa renda.

Os alunos receberão um kit com sapatilhas de dois modelos (meia ponta e ponta) e os collants para a prática de dança, mais os uniformes, com moletom e calça, bermuda, camiseta e casaco. Cada sapatilha custa, em média, R$ 350,00. No total, serão 1.200 kits, com mais de 15 mil peças entregues. “Ainda que o balé seja uma prática cara, esse não pode ser um fator determinante. Se a gente entrega esse serviço público de tanta qualidade, a roupa não pode ser uma barreira para esse aluno chegar aqui. Conseguimos transpor essa barreira, é uma vitória para a fundação. A gente vive um clima de muita felicidade dos pais, que não imaginavam que isso poderia acontecer”, afirma Cibele.

Segundo ela, conseguir a sapatilha era uma demanda recorrente para os pais. “Tínhamos conhecimento de famílias que precisavam fazer vaquinha, rifa, pediam para os funcionários da fundação. Alguns funcionários faziam vaquinha para comprar. Isso impactava muito na possibilidade de um aluno que vem das periferias, porque é um custo para a família”, explica.


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