Prefeitura de SP pretende zerar emissão de gás carbônico até 2050

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Essa iniciativa está inclusa no Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PlanClima SP) e, ao lado de outras 100 cidades no mundo, sendo três brasileiras (Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador), a capital paulista se torna protagonista no cumprimento do Acordo de Paris


A Prefeitura de São Paulo anunciou que pretende zerar a emissão de gás carbônico na cidade até 2050. Essa iniciativa está inclusa no Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PlanClima SP), projeto que foi desenvolvido para “incluir a questão do clima nos processos decisórios, além de mostrar como a população pode se preparar para enfrentar os impactos gerados”, disse a Prefeitura.

“Em 2015, foi assinado o acordo de Paris, onde os países se comprometeram a manter o aumento da temperatura em 1,5 °C, preferencialmente, mas no máximo 2 °C, em 2100. Mas como é que faz isso? Se quisermos manter a temperatura em 2100 com aquecimento global de apenas 1,5 °C, nós precisaríamos cortar as nossas emissões em 45% de CO2 em 2030. E eliminá-las em 2050”, disse Laura Ceneviva, Secretária Executiva do Comitê de Mudança do Clima e Ecoeconomia de SP.

Ao lado de outras 100 cidades no mundo, sendo três brasileiras (Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador), a capital paulista se torna protagonista no cumprimento do Acordo de Paris.

“As cidades têm um papel fundamental para conseguirmos cumprir as metas do Acordo de Paris e descarbonizar a economia global nas próximas décadas. Por isso, fico muito contente com o compromisso de São Paulo na agenda climática. Como anfitriões da COP26, em novembro, em Glasgow, queremos seguir colaborando com a cidade no lançamento de seu plano de ação e metas de redução de emissões. Acredito que, como maior cidade do país, a ambição de São Paulo nos ajuda a incentivar ambição em outras cidades ao redor do país”, afirmou a Cônsul-Geral Britânica em São Paulo, Lisa Weedon.

O Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PlanClima SP) tem as seguintes propostas:

  • Minimizar a demanda por serviços de transporte de passageiros e de carga;
  • Aumentar a participação da mobilidade ativa e do transporte coletivo e reduzir as demandas dos automóveis particulares movidos a combustíveis fósseis;
  • Aumentar a utilização de energia de fontes renováveis e de geração distribuída;
  • Reduzir a geração de resíduos e aumentar o reaproveitamento, reciclagem e desvio dos resíduos sólidos de aterros sanitários;
  • Diminuir a emissão de poluentes atmosféricos locais;
  • Aumentar a oferta de habitação popular;
  • Contribuir para o desenvolvimento da agricultura urbana;
  • Estimular a economia verde, criando novos empregos e renda sustentáveis;
  • Melhorar a caminhabilidade no percurso ao ponto de ônibus;

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FOTOMarcin Jozwiak no Pexels

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