No menu items!
23.3 C
São Paulo
quinta-feira, 5 fevereiro, 2026

Por que é tão difícil combater o mosquito da dengue no Brasil?

O Brasil enfrenta um desafio histórico no controle do Aedes aegypti, mas avanços tecnológicos e ações comunitárias oferecem novas perspectivas

O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, segue como um dos grandes desafios de saúde pública no Brasil. Apesar de décadas de esforços, a combinação de fatores climáticos, culturais e estruturais ainda favorece a proliferação do inseto.

Enquanto estados como São Paulo investem em tecnologias avançadas, como drones e armadilhas inteligentes, outras regiões, como o norte e nordeste, enfrentam barreiras logísticas e estruturais que dificultam a eficácia das campanhas de combate. Segundo Matheus Todt Aragão, professor adjunto de infectologia da Universidade Tiradentes (Unit), a solução para o problema requer uma combinação de ciência, tecnologia, educação comunitária e políticas públicas coordenadas.

O Brasil tem implementado abordagens inovadoras no combate ao Aedes aegypti. Projetos com mosquitos geneticamente modificados e bactérias Wolbachia, que impedem a transmissão de doenças, já mostram resultados promissores em diversas cidades. Além disso, ferramentas como drones, aplicativos de monitoramento comunitário e plataformas digitais têm ampliado a eficácia das ações de controle.

As universidades desempenham um papel central nesse esforço. Instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lideram pesquisas genéticas, enquanto a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) investiga o uso de plantas nativas como repelentes naturais. “No nordeste, a Universidade Tiradentes (Unit) se destaca pela aplicação de biotecnologia e educação comunitária, promovendo modelos replicáveis que integram ciência e engajamento social” acrescenta Aragão.

Casos recentes, como a primeira morte por dengue em Sorocaba em 2025, reforçam a urgência de intensificar ações preventivas. “O combate ao mosquito exige mais do que iniciativas isoladas; é preciso um esforço coordenado que combine educação, tecnologia e políticas públicas”, afirma Aragão.

O cenário também apresenta oportunidades. Investimentos em tecnologias de monitoramento, iniciativas comunitárias e a expansão de redes de vigilância epidemiológica podem transformar a realidade do combate ao Aedes aegypti no Brasil. A integração entre ciência e participação popular tem se mostrado uma ferramenta eficaz na busca por soluções sustentáveis.

Drone utilizado pela Prefeitura de São Paulo para disparo de larvicida no combate ao mosquito da dengue
Créditos: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected] 

- Patrocinado -

Últimas

Cidades são laboratórios para reinventar a agenda do clima

Por Luiz Augusto Pereira de Almeida Ante a falta de...

Cidades são laboratórios para reinventar a agenda do clima

Por Luiz Augusto Pereira de Almeida Ante a falta de progressos no cumprimento do Acordo de Paris e no quesito fundamental da eliminação dos combustíveis...

Viaturas elétricas da GCM da capital evitam emissão de 243 toneladas de CO₂ na atmosfera

Iniciativa, que equivale ao plantio de 10 mil árvores, integra ações municipais de descarbonização, que incluem 1.149 ônibus elétricos e caminhões a biometano As viaturas...

Subprefeitura Pinheiros inicia obras de revitalização da Praça Mycle Alexandre Campos Melo

Local é frequentado por moradores e pacientes da UPA Lapa A Subprefeitura Pinheiros deu início às obras de revitalização das calçadas da Praça Mycle Alexandre...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.