Pesquisas mostram mudanças causadas pela pandemia no trânsito da cidade de SP

Uma pesquisa da plataforma Smart Driving Labs, apontou dados peculiares: em abril de 2020, o tráfego foi reduzido a 75% nos horários de pico, pela manhã e tarde; as pessoas passaram a usar seus veículos para trajetos curtos, perto de casa; no “lockdown paulistano” não foi registrado congestionamento


A pandemia mudou a vida de toda a população. E não só da população, mas de muitas áreas da cidade de São Paulo, como a mobilidade.

Quem trabalhava fora, passou a trabalhar em casa. Quem pegava ônibus lotado, começou a desfrutar dos ônibus vazios.

Outros, com medo da contaminação mesmo no transporte coletivo mais vazio, passaram a investir no transporte por aplicativo.

Uma pesquisa da plataforma Smart Driving Labs, apontou dados peculiares: em abril de 2020, o tráfego foi reduzido a 75% nos horários de pico, pela manhã e tarde; as pessoas passaram a usar seus veículos para trajetos curtos, perto de casa; no “lockdown paulistano” não foi registrado congestionamento.

A pesquisa analisou dados de viagens dos seus carros conectados com dados sobre a Covid-19 divulgados pelo Governo Federal e pela Organização Mundial da Saúde, entre janeiro de 2020 a março de 2021.

Um outro estudo, este da SPTrans, e que trata do pós-pandemia no transporte coletivo, revelou que as mulheres são maioria de passageiros nos ônibus da capital paulista.

A “Pesquisa de Hábitos e Intenções de Uso no Pós-Pandemia” mostra quem mais utiliza os ônibus na cidade são mulheres (57%), negras, jovens, com ensino médio completo, trabalham no comércio e tem renda familiar mensal de R$ 2.400, sendo da classe C.

“O que percebemos é que a grande maioria não possui carro nem motocicleta e dos que possuem, a maioria são homens. O mais importante é que os que não possuem, não pretendem comprar após a pandemia. Isso demonstra que, embora neste momento de calamidade, há uma migração dos homens para o carro/moto e uma pequena migração entre mulheres para andar a pé ou de aplicativo, a intenção é permanecer no transporte público e que o transporte público continua sendo utilizado especialmente por mulheres. Por isso, nosso olhar, e nossas políticas, têm que continuar sendo ainda mais efetivas para esse público”, aponta Luciana Durand, coordenadora do Grupo de Trabalho de Ações Contra Violência de Gênero, Raça e Diversidade na Mobilidade Urbana da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido 

Mais da metade da população não sabe que sedentarismo...

Fiscalização de fios irregulares resulta em R$ 83,4 milhões em multas na capital

Prefeitura de São Paulo amplia canais de denúncia e...

Cantareira vai continuar a ter captação de água menor em junho 

Sistema abastece 38 cidades da região metropolitana A Agência Nacional...

Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido 

Mais da metade da população não sabe que sedentarismo é fator de risco Um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer é uma doença...

Fiscalização de fios irregulares resulta em R$ 83,4 milhões em multas na capital

Prefeitura de São Paulo amplia canais de denúncia e reforça cobrança por reparos em postes e fiações com risco à população Fios soltos, postes danificados...

Cantareira vai continuar a ter captação de água menor em junho 

Sistema abastece 38 cidades da região metropolitana A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que manterá o Sistema Cantareira operando na Faixa 2 - Atenção...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui