Pesquisa revela que florestas desmatadas tem mais aberturas entre as copas das árvores

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Pesquisadores descobriram que as áreas abertas por causa do desmatamento ou da queda natural de galhos formam grandes clareiras com uma quantidade maior de dossel (a alta camada de sobreposição de folhagens das copas das árvores)


Há anos a Floresta Amazônica está sendo desmatada por pessoas que, aparentemente, não se importam com o futuro das próximas gerações.

Pesquisadores descobriram que as áreas abertas por causa do desmatamento ou da queda natural de galhos formam grandes clareiras com uma quantidade maior de dossel (a alta camada de sobreposição de folhagens das copas das árvores).

O estudo “Forest structure and degradation drive canopy gap sizes across the Brazilian Amazon”, do engenheiro florestal e doutorando em Recursos Florestais pela USP, Cristiano Rodrigues Reis, pretende, então, avaliar a ocorrência de clareiras em diferentes áreas da Amazônia brasileira.

O engenheiro e sua equipe coletaram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e utilizaram um escaneamento a laser para analisar as clareiras abertas numa dimensão espacial.

“A abertura de clareiras e a ascendência do sub-bosque por quedas de árvores são naturais, mas é um processo lento e que modifica as condições microclimáticas do ambiente. Quando a abertura do dossel é forçada pelo homem, abrem-se grandes espaços rapidamente e a mudança drástica no ambiente favorece a morte das árvores ao redor, gerando um efeito cadeia”, explica o engenheiro.

Nas florestas que não foram perturbadas, foi observado que uma maior fertilidade do solo, velocidade do vento, déficit hídrico e intensidade de queda de raios estão relacionados ao aumento das clareiras, tanto em número como em abertura.


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