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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026

Pediatras alertam para aumento de autoagressão entre adolescentes

Acolhimento da família, escola e serviços de saúde é fundamental

A cada 10 minutos, pelo menos um caso de autoagressão envolvendo adolescentes com idade entre 10 e 19 anos é registrado no Brasil, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Adotar uma postura de escuta e acolher esses adolescentes é fundamental, destaca a SBP, que pede atenção aos sinais considerados de alerta, como tristeza persistente, abandono de atividades que antes eram prazerosas e envolvimento deliberado em situações de risco.

O levantamento foi elaborado a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que reúne registros encaminhados pela rede de atenção à saúde e, em alguns municípios, por escolas e centros de assistência social.

A sociedade médica considera fundamental que pais, responsáveis e educadores escutem e, sobretudo, acolham adolescentes. O acompanhamento com o pediatra, segundo a entidade, também tem papel central, já que, durante as consultas, o profissional pode atuar de forma preventiva, identificando sinais de alerta e orientando tanto o adolescente quanto a família.

Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, e educadores, e também em serviços de saúde.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:

Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);

UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;

Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Sinais de alerta

tristeza ou insatisfação persistentes;

abandono de atividades que antes eram prazerosas;

episódios de autolesão;

envolvimento deliberado em situações de risco;

ausência de expectativas ou planos para o futuro.

Os principais fatores de risco para um episódio suicida, de acordo com a entidade, são:

impulsividade e dificuldades emocionais típicas da adolescência, como autoestima baixa, desesperança e solidão;

facilidade de acesso a meios letais;

o grande estigma em relação à saúde mental, que dificulta o pedido de ajuda.

Com informações de Agência Brasil


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