‘Papo de Buteco’ leva informação e cuidados aos homens em bares na cidade

Em ambiente descontraído, equipes de saúde buscam promover ações de saúde e conscientização junto ao público masculino


Já imaginou sentar-se numa mesa de bar para falar sobre doenças e exames de rotina? Uma ideia pouco provável, já que esse é um lugar para bater papo, ou seja, jogar conversa fora, se descontrair e divertir. E se for para pronunciar a palavra ‘saúde’, será para brindar com os amigos. No entanto, em São Paulo, esse tipo de ambiente tornou-se um cenário perfeito para a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promover o projeto ‘Papo de Buteco’, reunindo o público masculino para conscientizá-lo sobre o autocuidado, prevenção e qualidade de vida.

Dentro desta proposta, mensalmente uma equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Santa Maria, na zona norte, busca alertar os homens do seu território a terem um olhar atento para o próprio bem-estar físico e mental. O trabalho acontece em um dos três bares da região que são parceiros da proposta, e conta com o suporte de agentes comunitários, auxiliar de enfermagem, farmacêutica, agente de promoção ambiental (APA), médica e enfermeira.

“O nosso objetivo é ir ao encontro do paciente com uma estrutura que o oriente, ofereça testes rápidos, tire dúvidas e, conforme o caso, o encaminhe à UBS de referência. Tudo isso dentro do ambiente descontraído de um bar”, explica a enfermeira Mabel Marlene Carrillo Quisbert, que participa da proposta desde 2019, após um período suspenso durante a pandemia de Covid-19, e tem contribuído para alertar os homens que, histórica e culturalmente, procuram atendimento médico com menos frequência, e, em muitos casos, com doenças em estágio avançado.

De acordo com Priscilla Silva Borges, gerente da unidade, o resultado tem sido positivo, com a adesão do público e consequente direcionamento aos serviços de saúde. “Na UBS Vila Santa Maria, os pacientes são, na maioria, do sexo feminino, idosos e com doenças crônicas. Ao entrarmos nos bares, num ambiente frequentado pela população masculina, conseguimos falar de temas importantes num ambiente que os agrada, atingindo outras faixas etárias. Precisamos estar inseridos na comunidade para termos essa adesão mais ampla”, avalia a profissional.


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