Mulheres e meninas participam de oficina de absorventes sustentáveis

Legenda: A atividade permitiu mulheres atendidas pelo SASF a produzirem seus absorventes e necessaires


Entre as semanas do dia 22 de setembro e 10 de novembro, no SASF (Serviço de Assistência Social à Família e Proteção Social Básica) – Casa de Assistência Filadélfia, na zona leste, ocorreu a oficina de produção de absorventes sustentáveis, feitos de pano. Para além das confecções, o objetivo foi discutir esses temas, além de ampliar o conhecimento sobre a importância da menstruação, instigar a reconexão com o corpo e a geração de renda para as mulheres participantes das aulas com a comercialização das peças.

A oficina, que foi inserida como parte da rotina do SASF, foi dividida em 8 etapas. Nas duas primeiras semanas, as participantes leram dois livros abordando sobre o período menstrual: “A menina que virou lua” e “Manual de Introdução à Ginecologia Natural”. Michelle Carvalho, artesã responsável pelas oficinas, promoveu uma discussão sobre o tema, nos benefícios de absorventes ecológicos e realizou uma atividade que consistia em refletir e registrar os sentimentos do ciclo menstrual.

Já no terceiro encontro, as participantes colocaram a mão na massa de fato e iniciaram o contato com os materiais e máquinas de costura. No final dos encontros, cada participante costurou absorventes de fluxo intenso P, M e G, os de fluxo normal P, M e G, além de um absorvente noturno, um protetor diário e uma necessaire para armazenar todos os produtos.

Michelle, que é artesã há 3 anos às mulheres, afirmou que a oficina é de extrema importância. “Durante meu tempo trabalhando com absorventes e fraldas ecológicas encontrei muitas mulheres que sentem vergonha e nojo da própria menstruação e que, muitas vezes, não conhecem o funcionamento do próprio corpo”, disse e complementou: “É preciso desmistificar que o sangue menstrual é algo sujo ou que precisa ser escondido. Quanto mais a gente fala, mais normal a menstruação vai se tornando.”

“A oficina é um espaço para poder ofertar não só o autoconhecimento, mas também que as mulheres atendidas pelo SASF aprendam e consigam aferir lucro, sendo uma oficina muito especial”, disse Washington, gerente do SASF provedor da atividade. Para Sarah Nicole Moreira Alves, de 14 anos, foi muito bom fazer parte do projeto. “É uma oportunidade de aprender a costurar, aprender mais sobre o assunto”.


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