Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climáticas quer Autoridade Climática robusta que sobreviva a governos

Governo federal ainda está desenhando a estrutura, informou ministra

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, disse que o governo federal ainda está desenhando a estrutura da Autoridade Climática. Em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro, ela afirmou que a ideia é deixar uma instituição que seja capaz de “atravessar, o que é correto numa democracia, as alternâncias de poder”.

“O que queremos é uma instituição que seja suficientemente robusta, não em tamanho, mas em qualidade”, disse a ministra. As ações da futura autoridade contarão com o suporte e o lastro de um comitê técnico-científico, que, de acordo com Marina, reunirá “o que há de melhor na ciência brasileira”. “A Autoridade Climática é um desenho que vai trabalhar no sentido da articulação, da formulação dos regramentos voltados para fazer esse enfrentamento [às questões climáticas]”.

Segundo a ministra, os eventos climáticos extremos estão ocorrendo com mais frequência e é preciso se preparar para situações ainda mais extremas. “O mundo ainda não sabe lidar com esse novo normal. E os cientistas estão dizendo que o que era extremo pode se transformar no normal e o que vai ser extremo [no futuro], a gente nem sabe ainda o que é”, alertou a ministra.

Ela também falou que o governo está trabalhando para lidar com a situação de seca que atinge 25 unidades da Federação, das quais nove estão com estiagem em 100% de seu território, a baixa umidade relativa do ar e os incêndios que estão ocorrendo em vários pontos do território nacional.

“Tem uma química perversa que se complementa nesse momento, que é a alta temperatura, baixa umidade, ventos fortes e pessoas ateando fogo em várias regiões”, disse Marina, que defendeu penas mais severas para aqueles que provocam incêndio criminoso. “Já são 32 inquéritos investigando a origem criminosa para que o processo de dissuasão [aos criminosos] possa ficar claro, de que quem fez a queima criminosa haverá de pagar”.

Segundo ela, o governo tem se preparado para essa situação de emergência climática, mas o problema deveria ter começado a ser resolvido em 1992, quando houve um alerta dos cientistas sobre as mudanças climáticas.

Com informações de Agência Brasil


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Pró-Sangue alerta para queda nas doações de sangue e reforça necessidade de reposição dos estoques

A redução ocorre em função das baixas temperaturas e da vacinação contra sarampo, que exige resguardo de 4 semanas antes de fazer doação A Fundação...

Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras 

Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos um tipo de violência Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido...

Cidade de São Paulo supera meta de vacinação contra vírus sincicial respiratório entre gestantes

Cobertura vacinal chegou a 95,7% na capital, com 92.074 mulheres imunizadas desde dezembro de 2025 A cidade de São Paulo superou a meta de 95%...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui