Metrô inicia funcionamento de novo sistema de monitoramento eletrônico com inteligência artificial

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Companhia iniciou a renovação do monitoramento com câmeras que oferecem diversos recursos e melhorias aos passageiros. As estações Carrão, Guilhermina Esperança e Belém (Linha 3-Vermelha) são as primeiras com os novos equipamentos, que vêm sendo instalados gradualmente em toda a rede


O Metrô de São Paulo iniciou o funcionamento do novo sistema de monitoramento eletrônico de suas estações e linhas, com a utilização de câmeras inteligentes, que vão trazer mais segurança aos passageiros e à operação das linhas. As estações Carrão, Guilhermina Esperança e Belém (Linha 3-Vermelha) são as primeiras com os novos equipamentos, que vêm sendo instalados gradualmente em toda a rede. 

Ao todo, o novo circuito interno contará com 5.080 câmeras digitais de alta capacidade espalhadas por todas estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha. São 2.600 novas câmeras em processo de instalação, 880 que serão instaladas junto as portas de plataforma e outras 1.600 digitais já presentes nas estações.  

“Esse novo sistema faz parte das ações de modernização que estamos realizando no Metrô e que vai aumentar a segurança do passageiro, melhorando também a operação e oferecendo um transporte ainda melhor”, destaca o secretário dos transportes metropolitanos, Alexandre Baldy. 

Desse total, 91 novas câmeras já foram instaladas, além do sistema integrado que está em comissionamento (para aferir seu desempenho operacional). A estação Carrão recebeu 37 câmeras, enquanto em Guilhermina Esperança foram colocadas outras 29, além de 25 em Belém. A estação Penha também já está recebendo os novos equipamentos, que em seguida serão inseridos em Vila Matilde, Patriarca-Vila Ré e Tatuapé. Até 2023 todas estações estarão equipadas com as novas câmeras, possibilitando a desativação dos modelos analógicos e a cobertura integral de todo o sistema. 

“Estamos usando a tecnologia como uma importante ferramenta para melhorar o serviço. Todas essas câmeras vão eliminar pontos cegos das estações e os recursos de inteligência artificial vão nos permitir decisões rápidas, sempre em benefício do passageiro”, enfatiza Silvani Pereira, presidente do Metrô. 

Além de ampliar a segurança operacional da rede do Metrô, o novo sistema vai permitir a identificação e rastreamento de objetos, com análise instantânea das imagens pelas ferramentas de inteligência artificial, gerando alertas para a Central de Controle, possibilitando uma rápida atuação como nessas situações: 

– Identificação e rastreamento de objetos – Se um objeto como uma bolsa, por exemplo, é deixado em um local na estação, as câmeras geram um alerta para o Centro de Controle que aciona o agente mais próximo para verificar; 

– Invasão de áreas – Se uma pessoa entra na passarela de emergência, que fica logo após o fim da plataforma, as câmeras podem gerar um alerta, permitindo uma rápida atuação para sua retirada em segurança; 

– Cuidado com crianças – Crianças desacompanhadas poderão ser identificadas automaticamente, gerando alerta para que um funcionário possa checar a situação; 

– Pessoas desaparecidas – A identificação de pessoas desaparecidas poderá ser feita rapidamente, caso elas tenham passado por uma estação do Metrô; 

– Identificação de animais perdidos – O sistema poderá reconhecer animais como cachorros pelas estações, possibilitando a ação de um funcionário, antes que eventualmente o animal entre na via por onde passam os trens; 

– Situações de anormalidade – Os funcionários do Metrô são treinados para identificar e acolher pessoas que mostrem sinais de que podem se atirar na via. Com essas novas câmeras, pessoas que andam de um lado a outro da plataforma, sem parar, podem gerar alertas para que funcionários se atentem a situação; 

– Contagem de pessoas – O sistema poderá contar com precisão a quantidade de pessoas que passam por um ponto da estação. Isso pode colaborar com a transferência de passageiros entre diferentes linhas da rede de transporte sobre trilhos. 

Paralelamente, o Metrô vem montando um Data Center com alta capacidade de armazenamento para integração das câmeras, podendo armazenar as imagens por 30 dias. Todo sistema está instalado em uma nova rede de transmissão de dados de alta capacidade, com câmeras que serão colocadas também nos pátios de manutenção Jabaquara, Tamanduateí, Itaquera e Belém, vias e túneis, auxiliando na operação e segurança patrimonial. 


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