Museu no Parque Ibirapuera retoma as atividades com espaços modernizados e exposição dedicada à produção contemporânea brasileira
Após permanecer fechado por cerca de dois anos para obras de modernização, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), localizado no Parque Ibirapuera, prepara sua reabertura com uma programação especial e uma nova fase voltada ao fortalecimento da produção artística contemporânea. A celebração de reinauguração está marcada para o dia 18 de agosto, enquanto a abertura ao público ocorrerá em 12 de setembro, quando será inaugurada a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira.
A reforma contemplou melhorias estruturais e a atualização dos espaços expositivos, tornando o museu mais acessível e preparado para receber exposições de diferentes formatos. Com a revitalização, o MAM busca proporcionar uma experiência mais confortável aos visitantes, ampliando as possibilidades de interação entre o público e as obras.
O retorno das atividades será marcado pela realização do 39º Panorama da Arte Brasileira, tradicional mostra bienal que reúne artistas de diversas regiões do país e apresenta um panorama da produção artística contemporânea. Nesta edição, a exposição propõe reflexões sobre temas ligados às transformações sociais, às políticas de reparação racial e às diferentes linguagens presentes na arte brasileira atual. A curadoria é assinada por Diane Lima, que reuniu obras de artistas consagrados e novos talentos da cena nacional.
Além de reafirmar o compromisso do museu com a valorização da arte contemporânea, a reabertura representa um novo momento para uma das instituições culturais mais importantes do país. Fundado em 1948, o MAM reúne um acervo com mais de cinco mil obras de arte moderna e contemporânea, com destaque para artistas brasileiros. Instalado em um edifício projetado por Oscar Niemeyer e adaptado por Lina Bo Bardi na década de 1980, o museu consolidou-se como referência na difusão da produção artística nacional e internacional, promovendo exposições, atividades educativas e ações voltadas à formação de público. Com a retomada das atividades, a instituição reforça seu papel como um dos principais polos culturais de São Paulo e da América Latina, oferecendo ao público um espaço renovado para o encontro entre arte, arquitetura e reflexão sobre a sociedade contemporânea.
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