Já temos os candidatos. Falta, agora, escolher e votar

Terminou na segunda-feira (05/08) o período reservado aos partidos políticos e federações realizarem as convenções para a escolha dos seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições que se realizarão no dia 06 de outubro.

Costumamos dizer que a eleição municipal é a mais representativa. Isso porque para ser candidato, o pretendente tem de morar na cidade, nela ter seu domicílio eleitoral (registro de título e repartição onde vota) e cumprir uma série de formalidades exigidas pela legislação. O prefeito, o vice-prefeito e o vereador é um do povo com quem convivemos no dia-a-dia da cidade, no transporte público e em outros pontos. Diferente dos participantes das eleições gerais (presidente da República, governador do Estado, senador, deputado federal e deputado estadual) que exercem seus mandatos na capital. Mesmo os que saem de nossa cidade, raramente voltam à convivência plena porque têm compromissos nas casas administrativas e legislativas onde realizam seu trabalho.

Numa época de polarização política como a que vivemos, é muito grande – e muitas vezes injusta – a crítica a que são submetidos os políticos que nos representam. Isso leva eleitores desavisados a não votar em sinal de protesto, o que é um desperdício, pois o dia da eleição é o único em que o cidadão comum pode interferir nos destinos de sua comunidade. Por isso, em vez de se protestar, ele deve  informar-se com o melhor de detalhes que conseguir para fazer uma boa escolha. Se não o fizer, certamente, terá motivos para continuar insatisfeito.

É tradicional que lideranças políticas dos níveis federal e estadual venham às nossas cidades para fazer campanhas em favor dos seus aliados locais. É interesse do eleitor votar pelo conhecimento do candidato e não pelo aconselhamento recebido de figurões políticos que não vivem em sua cidade.  A não ser os grandes torcedores dos políticos nacionais e estaduais – o eleitor comum não tem razões para votar por aconselhamento. O ideal (especialmente em se tratando de prefeito e vereador) é que o voto seja resultante do relacionamento olho-no-olho. E que o votante tenha a liberdade para, durante o mandato, cobrar do votado as promessas eventualmente não cumpridas. Eleição é coisa muito mais séria do que se pensa popularmente. Dela depende o futuro de nossas cidades e o bem-estar de todos nós.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)


 SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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