Iniciativa do Colégio Adventista busca confrontar o bullying na infância

Ação visa anular os efeitos do bullying na autoestima, no desempenho escolar e nas relações sociais das crianças


Um estudo publicado no Journal of Pediatric Psychology encontrou que cerca de 30% das crianças que sofrem bullying apresentaram sintomas de depressão, um número significativamente maior em comparação àquelas que não foram expostas a tais experiências.

O impacto do bullying na autoimagem e na autoestima é outro aspecto preocupante. A grande exposição a mensagens negativas pode fazer com que a criança guarde pra si essas visões, levando a uma imagem distorcida. Isso pode afetar não apenas seu emocional, mas também seu desempenho acadêmico e relações interpessoais.

Além disso, pode causar isolamento social, pois crianças que são intimidadas costumam se afastar, temendo novos episódios de agressão. Esse isolamento aumenta o risco de problemas psicológicos, já que o apoio social é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.

Pensando em evitar a propagação do bullying infantil, o Colégio Adventista de São Paulo, criou um projeto que busca anular essa violência, “Sabemos que chegar em um lugar novo e diferente não é fácil e traz uma grande ansiedade. Com isso em mente, preparamos um projeto, chamado “Projeto Anjo”. Nele, o “Anjinho da Guarda” tem o papel de proporcionar uma ótima experiência no colégio para o aluno novo, o aluno é “Protegido”, através do acolhimento, da apresentação dos ambientes do colégio e ainda da apresentação de novos amigos. Esta adaptação não se resume apenas ao início do ano, mas sim em todos os momentos que o “Protegido” necessitar de auxílio ao longo do ano letivo”, comenta Adalgiza Domingues, Orientadora Educacional do Fundamental 1.

Intervenções precoces são cruciais para apagar os efeitos do bullying. Programas escolares de prevenção e conscientização, além de apoio psicológico às vítimas, podem desempenhar um papel significativo na redução da incidência e no impacto da violência. Essas medidas podem ajudar a criar um ambiente mais seguro e acolhedor para todos os estudantes. “Percebemos que este projeto auxilia não apenas os “Protegidos” no acolhimento e adaptação ao colégio, mas também aos “Anjinhos da Guarda” a desenvolver as suas habilidades sociais, a sua responsabilidade, a sua empatia, o seu senso coletivo e a grande parceria durante todo o ano”, finaliza Adalgiza.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Abertas inscrições para curso gratuito de empreendedorismo

Inscrições vão até 16 de outubro, com aulas a...

Violência política no período pré-eleitoral foi a maior da década

Mulheres são as principais vítimas, mostra estudo Um total de...

A paz é possível

Por Wagner Balera O mundo vive hoje em crescente tensão....

Abertas inscrições para curso gratuito de empreendedorismo

Inscrições vão até 16 de outubro, com aulas a partir de 26 de outubro Quem quer começar um pequeno negócio ou melhorar a gestão da...

Violência política no período pré-eleitoral foi a maior da década

Mulheres são as principais vítimas, mostra estudo Um total de 354 casos de violência política (um a cada 44 horas), entre 28 de outubro de...

A paz é possível

Por Wagner Balera O mundo vive hoje em crescente tensão. Quase como se quisesse superar os tempos sombrios da Guerra Fria. E, nessa conjuntura, parece ressoar...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui