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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026

Iniciativa do Colégio Adventista busca confrontar o bullying na infância

Ação visa anular os efeitos do bullying na autoestima, no desempenho escolar e nas relações sociais das crianças


Um estudo publicado no Journal of Pediatric Psychology encontrou que cerca de 30% das crianças que sofrem bullying apresentaram sintomas de depressão, um número significativamente maior em comparação àquelas que não foram expostas a tais experiências.

O impacto do bullying na autoimagem e na autoestima é outro aspecto preocupante. A grande exposição a mensagens negativas pode fazer com que a criança guarde pra si essas visões, levando a uma imagem distorcida. Isso pode afetar não apenas seu emocional, mas também seu desempenho acadêmico e relações interpessoais.

Além disso, pode causar isolamento social, pois crianças que são intimidadas costumam se afastar, temendo novos episódios de agressão. Esse isolamento aumenta o risco de problemas psicológicos, já que o apoio social é fundamental para o desenvolvimento saudável da criança.

Pensando em evitar a propagação do bullying infantil, o Colégio Adventista de São Paulo, criou um projeto que busca anular essa violência, “Sabemos que chegar em um lugar novo e diferente não é fácil e traz uma grande ansiedade. Com isso em mente, preparamos um projeto, chamado “Projeto Anjo”. Nele, o “Anjinho da Guarda” tem o papel de proporcionar uma ótima experiência no colégio para o aluno novo, o aluno é “Protegido”, através do acolhimento, da apresentação dos ambientes do colégio e ainda da apresentação de novos amigos. Esta adaptação não se resume apenas ao início do ano, mas sim em todos os momentos que o “Protegido” necessitar de auxílio ao longo do ano letivo”, comenta Adalgiza Domingues, Orientadora Educacional do Fundamental 1.

Intervenções precoces são cruciais para apagar os efeitos do bullying. Programas escolares de prevenção e conscientização, além de apoio psicológico às vítimas, podem desempenhar um papel significativo na redução da incidência e no impacto da violência. Essas medidas podem ajudar a criar um ambiente mais seguro e acolhedor para todos os estudantes. “Percebemos que este projeto auxilia não apenas os “Protegidos” no acolhimento e adaptação ao colégio, mas também aos “Anjinhos da Guarda” a desenvolver as suas habilidades sociais, a sua responsabilidade, a sua empatia, o seu senso coletivo e a grande parceria durante todo o ano”, finaliza Adalgiza.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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