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quinta-feira, 20 junho, 2024

Inaugurada escultura em bronze da escritora negra Carolina Maria de Jesus em Parelheiros

Icônica escritora negra viveu os últimos anos de vida no Extremo Sul paulistano


Foi inaugurado na quinta-feira (28) a nova escultura em homenagem à icônica escritora negra Maria Carolina de Jesus, na região de Parelheiros, extremo sul de São Paulo. O local escolhido é a Praça Júlio César de Campos.

Esta é a última obra a integrar o projeto que propões criações, todas feitas por artistas negros, para homenagear personalidades negras da cultura paulistana. “Uma mulher negra, escritora, favelada, Carolina Maria de Jesus é uma inspiração para todas nós que vivemos na periferia da cidade”, conta a Secretária Municipal de Cultura, Aline Torres.

A escultura em bronze foi feita por Néia Ferreira Martins, foi feito em um tamanho um pouco menor que o natural (129 cm de altura, 50 cm de largura e 30 cm de profundidade), sentada em uma base de pedra granito com sua cabeça altiva e pensativa, com uma caneta e livro na mão. No seu colo papéis avulsos se somam à composição da obra e uma imagem em alusão a sua antiga moradia na favela do Canindé.

Carolina Maria de Jesus é uma das primeiras escritoras negras do Brasil, consagrada como uma das mais importantes com o livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada. Publicada em 1960, a obra ganhou reconhecimento internacional e foi traduzida para mais de 15 idiomas. Nela, conta a rotina da favela do Canindé, São Paulo, onde residiu a maior parte de sua vida.

Construiu sua própria casa, usando qualquer material que pudesse encontrar – madeira, lata e papelão. Para conseguir sustentar a si mesma e seus três filhos, trabalhava como catadora de papel. O lançamento do livro, assim como o sucesso de vendas, representou a saída de Carolina da favela, mas também a hostilidade dos moradores de lá, que se sentiram expostos nos relatos.

Depois da publicação de Quarto de Despejo, mudou-se para Santana e, em 1969, para Parelheiros. Nesta época, contudo, parou de receber o pagamento dos direitos autorais e teve de voltar a trabalhar como catadora de papel. Morreu aos 62 anos, em seu quarto em Parelheiros. Até hoje, seu trabalho e obra são objetos de estudo não só no país, mas ao redor do mundo.


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