Hospital Municipal Infantil Menino Jesus realiza cerca de 300 cirurgias de fissura labiopalatina e reforça atendimento especializado

Mais de 7 mil consultas foram feitas no ano passado na instituição

A Prefeitura de São Paulo realizou cerca de 7 mil consultas ambulatoriais multidisciplinares e 300 cirurgias para pacientes com fissura labiopalatina no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (HMIMJ) em 2025. Referência no atendimento integral de crianças que nascem com a condição, a unidade oferece acompanhamento especializado desde os primeiros dias de vida até a adolescência.

Na quarta-feira (24), quando foi celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da má formação congênita, fundamentais para garantir qualidade de vida e desenvolvimento adequado às crianças.

Administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), o Hospital Menino Jesus recebe, por meio do programa Mãe Paulistana, bebês encaminhados pela rede municipal de saúde. O primeiro atendimento ocorre, preferencialmente, nos primeiros 30 dias de vida, com avaliação especializada e orientações sobre amamentação e higiene bucal.

A fissura labiopalatina, anteriormente conhecida como lábio leporino, é uma malformação congênita que afeta o lábio e/ou o palato (céu da boca) durante o desenvolvimento do embrião. O diagnóstico pode ser feito ainda no pré-natal, por meio do ultrassom morfológico, ou logo após o nascimento.

“Vários fatores podem causar a fissura labiopalatina, como predisposição genética, uso de alguns medicamentos, entre eles antiepilépticos, hábitos nocivos como o tabagismo e o consumo de álcool, além de deficiências nutricionais, como a falta de ácido fólico”, explica o cirurgião plástico Álvaro Júlio de Andrade Sá, integrante da equipe do Hospital Menino Jesus.

As principais complicações da condição incluem dificuldades na alimentação, alterações na arcada dentária, comprometimento do crescimento facial, prejuízos no desenvolvimento da fala e da audição, problemas respiratórios e impactos psicológicos.

Por envolver diferentes estruturas e funções do organismo, o tratamento é conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por cirurgiões plásticos, otorrinolaringologistas, pediatras, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. O acompanhamento é individualizado e planejado de acordo com as necessidades e a faixa etária de cada paciente.


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