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quinta-feira, 20 junho, 2024

Grupo Bando Trapos dá protagonismo a personagens reais da zona Sul em novo espetáculo

A encenação intimista, com música ao vivo, apresenta histórias inspiradas em personagens reais que habitam bairros cortados pelo Rio Pirajussara


Inspirado em histórias de moradores da região de Campo Limpo e Taboão da Serra, o Bando Trapos apresenta o espetáculo Pirajussara: Vozes à margem com direção de Cleydson Catarina e dramaturgia do próprio coletivo. Os atores Daniwel Trevo, Dêssa Souza, Joka Andrade, Patricia Ashanti, Stefany Veloso e Welton Silva dão vida às histórias que são entrelaçadas por aparições de Pirajussara, uma mulher-cabocla-rio que traz seu olhar de natureza para essas narrativas. A trilha sonora é executada ao vivo com a participação dos músicos Marcelo Lima e Yuri Carvalho, além dos próprios atores que se revezam no manejo de instrumentos como violão, sanfona, tambor, rabeca e atabaque.

O Bando Trapos apresenta o espetáculo no Espaço Cultural CITA no Campo Limpo, sede do grupo, e circula por outros espaços da região, além de fazer uma mini residência em coletivos parceiros que levam a peça para outros bairros da cidade. Durante o mês de julho, as apresentações são nos dias 14 e 28 de julho (Espaço Cultural CITA), dia 15 de julho (Espaço da Brava Cia), dias 22 e 23 de julho (Jardim Damasceno) e dia 30 de julho (Associação Macedônia).

As ações integram o projeto Terristória Poranduba, realizado com o apoio da 40ª Edição do Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, que também prevê a edição e finalização de um documentário, uma oficina de máscaras com Cleydson Catarina, um processo de autoformação para cada um dos integrantes do coletivo, além de um festival envolvendo grupos convidados.

Personagens do Cotidiano
O grupo está há mais de 10 anos atuando na área do Campo Limpo e foi imprescindível para a ressignificação do Espaço Cultural CITA. A sede fica em frente a uma praça que é lugar de convivência para os moradores, o que acaba resultando em trocas no dia a dia, combustível vital para a pesquisa da cia e o espetáculo.

“A encenação é intimista e o público é apresentado aos personagens que estão mais perto do que se imagina. A proposta é mostrar a poética do cotidiano de um povo e suas histórias. Toca em questões afrodescendentes, na potência dos corpos negros. São tramas envolvendo dores, risos e festejos, é um teatro de manifestações”, conta Cleydson Catarina.

Em cena está Dona Branca que é inspirada em Dona Deyse, moradora na rua dos fundos da sede do Bando Trapos. Sua casa fica no meio de uma chácara, onde ela planta, cria bichos e tem uma relação de constante resistência contra a especulação imobiliária.

Outra personagem, Dona Zu, tem como ponto de partida a história de Beth, uma moradora do Campo Limpo, que na década de 1990 transformou a própria casa em uma escola de teatro.

Já Dona Rosa é espelhada na trajetória de Ione, moradora do Parque Marabá no Taboão da Serra, que como outras mulheres das periferias se casou cedo demais, mas seus sonhos não cabiam no casamento. No espetáculo, o grupo dá luz a momentos da infância e ao empoderamento da personagem enquanto mulher autônoma. O Homem e Seu Boi ganhou inspiração na vida do Mestre Popular local, Geraldo Magela, que deixou Minas Gerais muito cedo e cresceu na cidade de Taboão da Serra, onde criou a Casa de Cultura Candearte, importante polo de culturas populares na periferia da cidade

As histórias são entremeadas por aparições de Pirajussara – uma alusão ao rio que corta a divisa entre Campo Limpo e Taboão da Serra. “É uma personagem que representa a natureza, é um tipo de entidade cuidadora e comentadora dessas histórias. É testemunha de tudo e de todos, das pessoas, dos fatos, dialoga com encantamento, a questão do território indígena, ancestralidade”, enfatiza a atriz Dêssa Souza. Outra figura importante é Rua de Feira, que simboliza o próprio bairro, a própria rua, o movimento de pessoas, os barulhos dos carros misturados com os cantos dos pássaros que embalam o Campo Limpo.

Serviço:
Espetáculo Pirajussara: Vozes à margem
Classificação: Livre. Duração: 80 minutos. Grátis. Ingressos gratuitos nos locais de apresentação (sujeito a lotação).

Espaço Cultural CITA
Dias 14 e 28 de julho, sexta-feira, às 20h00
R. Aroldo de Azevedo, 20 – Jardim Bom Refúgio, São Paulo

Espaço da Brava Cia
Dia 15 de julho, sábado, às 20h00
Rua Vitório 77, Vila Prel, São Paulo Próximo ao Hospital do Campo Limpo (altura do n° 1750 da Estr. de Itapecerica)

Espaço Cultural Jardim Damasceno (Zona Norte)
Dias 22 e 23 de julho, sábado às 20:00 e domingo, às 19h
Endereço: R. Talha-Mar, 105 – Jardim Damasceno, São Paulo – SP.

Associação Macedônia
Dia 30 de julho, domingo, às 19h
Associação Macedônia (Território)
Endereço: Rua Soriano de Albuquerque 163, Jardim Macedônia, São Paulo – SP.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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