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segunda-feira, 27 maio, 2024

Gastos dos brasileiros com saúde crescem, com peso maior de remédio e exames no orçamento

Despesas de famílias e governo subiram para 9,7% do PIB em 2021, ante 8% em 2010. Envelhecimento da população e avanço da tecnologia explicam alta

As despesas com saúde no Brasil aumentaram entre 2010 e 2021, com as famílias gastando mais com remédios e exames nos últimos dois anos. Os gastos delas foram, inclusive, superiores ao do próprio governo, cujas despesas se mantiveram relativamente estáveis no mesmo período.

As despesas com saúde no Brasil aumentaram entre 2010 e 2021, com as famílias gastando mais com remédios e exames nos últimos dois anos. Os gastos delas foram, inclusive, superiores ao do próprio governo, cujas despesas se mantiveram relativamente estáveis no mesmo período.

As despesas com saúde somaram R$ 872,7 bilhões em 2021. No ano anterior, foram R$ 769,0 bilhões. O envelhecimento da população brasileira e o avanço das tecnologias são fatores que têm levado a uma tendência de gasto crescente no setor da saúde, explica Tassia Holguin, analista do IBGE.

— Antigamente, íamos ao médico e era feita uma análise clínica com poucos exames. Hoje, com novas tecnologias, a tendência é fazermos mais exames. Quando as pessoas estão internadas também. O nível de complexidade aumenta, assim como o gasto com medicamentos. A saúde tem uma tendência de participação crescente na economia, diferente de outros setores que podem sofrer redução.

A oferta do setor público e do setor privado terá que se adequar a essa maior demanda, destaca a analista.

A pesquisa também revela o peso do setor da saúde sobre os postos de trabalho no país. As atividades relacionadas à saúde representavam 5,3% das ocupações em 2010 (ou 5,2 milhões) e passaram para 8% em 2021 (equivalente a 8,4 milhões de postos). Já as remunerações do setor totalizaram R$ 372,3 bilhões e correspondiam a 10,5% do total da economia em 2021.

Famílias gastam mais do que governo

O levantamento engloba o que é consumido pelas famílias e pelo governo no âmbito do consumo de produtos e serviços no setor.

No caso das famílias, há gastos com planos de saúde, compra de medicamentos, consultas particulares, realização de exames e internações. Já as despesas do governo incluem os serviços de hospitais e unidades públicas de saúde, além de serviços adquiridos do setor privado.

A pesquisa revela que a fatia de gastos das famílias ganhou mais participação ao longo dos anos. As famílias tiveram gastos com bens e serviços de saúde equivalentes a 5,7% do PIB em 2021. Em 2010, esse percentual era de 4,4%. Fonte O Globo


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