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segunda-feira, 22 julho, 2024

Esclerose Múltipla: Diversidade de sintomas iniciais pode dificultar diagnóstico

Doença não é fator limitante para projetos pessoais e profissionais, incluindo a gravidez

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune e neurodegenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central. Seus vários sintomas podem transparecer imediatamente sua gravidade ou se assemelhar a traços comuns e cotidianos, fazendo o paciente não buscar assistência durante meses e anos. Somente no primeiro trimestre de 2024, os surtos relativos à doença geraram 1044 internações – queda de 6,8% ao registrado no mesmo período de 2023. Apesar do caráter progressivo, os tratamentos disponíveis podem contribuir para a manutenção da qualidade de vida e controle das manifestações e avanço da doença.

A Esclerose Múltipla apresenta maior incidência em pessoas do sexo feminino, fenótipo caucasiano e idade entre 20 e 50 anos, podendo gerar severo comprometimento no bem-estar da pessoa que convive com a doença. Atualmente, estima-se que a EM atinja cerca de 40 mil pessoas no país, sobretudo da região sul.A ampliação do acesso ao diagnóstico tem contribuído para a identificação e tratamento mais precoces da doença, o que possibilita melhor controle de sintomas, redução de comorbidades e ampliação da qualidade de vida e potencial de autonomia.

“É importante derrubarmos estigmas. O impacto da esclerose múltipla não pode ser definidor dos objetivos de vida. Com os cuidados médicos necessários, a realização da maternidade e paternidade pode ser compatível com o controle da doença”, comenta Tatiana Branco, diretora médica da Biogen Brasil.

A doença pode se manifestar por vários sintomas como inflamação do nervo óptico; visão dupla, fraqueza muscular, redução da mobilidade e coordenação, fadiga, dor crônica, disfunções cognitivo-comportamentais e outros. As manifestações podem ocorrer de forma isolada ou combinada e ainda por meio de surtos ou ataques agudos, que podem seguir por redução ou desaparecimento espontâneo ou associado a medicações. Transtornos depressivos têm prevalência de 36% e 54%, reduzindo a qualidade de vida nas esferas pessoal, social e profissional.

Comumente, o diagnóstico consiste na documentação de dois ou mais episódios sintomáticos, com duração superior a 24 horas, ausência de febre e ocorridos em momentos distintos, separados por no mínimo um mês. Exames como a ressonância magnética e exame do líquido cefalorraquidiano podem complementar a avaliação diagnóstica.

Crédito da foto: Nick Youngson CC BY-SA 3.0 Pix4free


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