Durante a gestação, podem surgir alterações passageiras na visão
Com o Dia das Mães, celebrado neste domingo, 10 de maio, a gestação ganha ainda mais destaque como um período de transformações intensas, que vão muito além do crescimento do bebê. Entre descobertas, expectativas e cuidado redobrado, o corpo feminino também pode apresentar mudanças na visão, geralmente sutis e passageiras, mas que merecem atenção.
De acordo com a Dra. Camila Moraes, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), é natural que a futura mãe note algumas diferenças ao longo dos meses. “Durante a gravidez, é relativamente comum a mulher perceber a visão um pouco embaçada, sensação de olho seco, maior sensibilidade à luz e até pequenas oscilações no grau dos óculos. Algumas pacientes também relatam desconforto com o uso de lentes de contato”, explica.
As causas estão ligadas a processos naturais do organismo nesse período. “Essas mudanças acontecem principalmente por causa das alterações hormonais da gestação. Elas levam à retenção de líquidos, podem alterar a córnea e também interferem na qualidade da lágrima. Além disso, fatores como pressão arterial e glicemia também podem impactar a visão”, detalha.
A intensidade desses efeitos pode variar conforme o avanço da gestação, sendo mais perceptíveis a partir do segundo trimestre e podem se intensificar no terceiro, quando as mudanças hormonais estão mais acentuadas.
Apesar de causarem preocupação em algumas mulheres, a tendência é que tudo volte ao normal. “Na grande maioria das vezes, são temporárias e se resolvem após o parto. Alterações permanentes são raras e, quando acontecem, costumam estar associadas a outras condições de saúde”, tranquiliza a médica.
Mesmo sendo, na maior parte dos casos, situações leves, alguns sintomas exigem atenção imediata. Entre os sintomas estão a perda súbita de visão, visão dupla, flashes de luz, manchas no campo visual ou dor ocular são sinais de alerta. Se esses sintomas vierem acompanhados de dor de cabeça, a avaliação deve ser ainda mais rápida, porque pode estar relacionado a alterações mais graves da gestação como a pré-eclâmpsia.
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