Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza 

Carta-compromisso foi apresentada a candidatos às eleições de 2026

A proteção dos ecossistemas e a justiça socioambiental são as principais pautas apresentadas pela Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, a Mãe Terra, em carta-compromisso direcionada aos candidatos às eleições de 2026.

Segundo Luiz Felipe Lacerda, secretário executivo do Observatório de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (Olma), que integra a entidade, o objetivo é reunir aliados para rever a legislação brasileira tornando a natureza um sujeito de direitos fundamentais. A entidade é uma rede nacional de organizações sociais que lutam pelo reconhecimento legal da natureza como sujeito de direitos no Brasil.

“Porque sem os legisladores e sem os executores a gente não consegue aprovar as leis que favorecem a natureza como sujeito de direitos e nem colocar isso em prática”, diz Lacerda.

A adesão dos candidatos é voluntária e significa um compromisso público de defender o reconhecimento dos direitos da natureza durante o exercício do mandato, caso seja eleito. “Isso faz com que depois de eleitos, com os mandatos, a gente possa retomar esse contato e fazer alianças necessárias para que as peças legislativas possam avançar.”

Um exemplo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que já entrou em debate no Congresso Nacional, mas ainda aguarda novas assinaturas para começar a tramitar no Legislativo.

“A proposta dá uma revisitada no Artigo 225 da Constituição Federal, que garante um meio ambiente saudável para todos, e em outros artigos também, tirando um pouco o foco antropocêntrico da legislação e ampliando a compreensão de dignidade de direitos para outros seres”, explica Lacerda.

De acordo com o coletivo, essa visão mais ampla busca preservar a vida como um todo no planeta diante de grandes desafios impostos pela crise climática.

Segundo Lacerda, por essa razão, o tema está estritamente vinculado aos direitos dos territórios dos povos originários, que trazem o olhar sobre o cuidado do bem comum.

“Então, a gente não consegue compreender que a defesa da natureza como sujeito de direito esteja dissociada da defesa dos territórios, do debate do marco temporal, da mineração em terras indígenas e da extração de petróleo na Amazônia.”

Com informações de Agência Brasil 


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Exercitar por cinco minutos

A revista Lancet, edição 10526, publicou o artigo "Mortes...

Como cuidar da saúde em tempos de ‘Gangorra térmica’ 

Alternância entre períodos de frio e calor em poucos...

Exercitar por cinco minutos

A revista Lancet, edição 10526, publicou o artigo "Mortes Potencialmente Evitadas Por Pequenas Mudanças Na Atividade Física E No Tempo Sedentário", de autoria de...

Prefeitura lança programa de garantia de crédito para fortalecer pequenos negócios em São Paulo

Iniciativa permite financiamento de até R$ 150 mil, com garantia de até 80% do valor das operações Micro e pequenos empreendedores da cidade de São...

Como cuidar da saúde em tempos de ‘Gangorra térmica’ 

Alternância entre períodos de frio e calor em poucos dias está relacionada à passagem de sistemas meteorológicos e à mudança na circulação das massas...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui