Entenda como os níveis dos reservatórios impactam no abastecimento de água em São Paulo

Faixas operacionais permitem atuação preventiva na busca de proteger os mananciais e assegurar o abastecimento

A chuva está pouco, o calor intenso e os níveis das represas que abastecem o Estado de São Paulo, bem abaixo do que deveriam. Esse cenário obrigou o Governo de São Paulo a utilizar metodologias para o acompanhamento dos níveis de água.

Segundo o governo do estado, desde outubro do ano passado um modelo inédito e mais moderno de acompanhamento e gestão integrada dos recursos hídricos vem sendo utilizado. O protocolo foi criado para garantir a preservação dos reservatórios e dar segurança ao abastecimento de água para a população. A gestão leva em conta o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), com a tomada de ações de acordo com o comportamento de todo o sistema.

Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

Nesta sexta-feira (9), o SIM operava com 27,4% de sua capacidade total, o que o enquadra na Faixa 3 operacional e significa uma Gestão de Demanda Noturna (GDN) de 10 horas por dia e intensificação de campanhas de conscientização.

O principal sistema monitorado pelo SIM é o Cantareira, que abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo. Neste momento, o Sistema Cantareira registra 19,8% de volume armazenado, mas permanece enquadrado na Faixa 4 – Restrição da ANA. Isso ocorre porque a definição da faixa oficial também não é automática ou diária.

A próxima análise está prevista para 31 de janeiro, e só a partir dessa data é definido se haverá mudança de faixa, com reflexos nos limites de captação adotados no mês seguinte.

Uso consciente e segurança hídrica

A superação de cenários de seca prolongada depende tanto da gestão técnica quanto da colaboração da sociedade. O Governo do Estado tem reforçado a importância do uso consciente da água, especialmente em um contexto de altas temperaturas, menor volume de chuvas e aumento do consumo.

Pequenas atitudes cotidianas contribuem para preservar os mananciais e fortalecer a segurança hídrica: reduzir o tempo do banho de 15 para 5 minutos pode economizar até 162 litros de água em um apartamento; lavar o carro com balde, em vez de mangueira, evita o desperdício de 176 litros; e varrer a calçada, em vez de lavá-la, pode poupar até 279 litros a cada 15 minutos.


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