No menu items!
22.2 C
São Paulo
sexta-feira, 4 abril, 2025

Desenvolvimento integral produto da solidariedade ambiental

O drama das enchentes no Rio Grande do Sul e que, de algum modo, também se reproduz no Pantanal pode vir a ser uma constante.

É o fenômeno da sociedade de risco que há de ser enfrentada à luz de perspectiva bem definida: a dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conjunto de 17 metas globais da Organização das Nações Unidas (ONU) no contexto do que é o direito ao desenvolvimento.

Desde 1986, momento em que a ONU proclamou a Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, a ideia-chave a ser assimilada consiste em pôr limites ao mero desenvolvimento econômico.

É um dilema conhecido. Que tipo de desenvolvimento a sociedade pretende? O documento da ONU afirma que o desenvolvimento não pode ser só econômico.

A problemática do meio ambiente, desde o oportuno alerta de 1972, já exigiria o incremento do mote da sustentabilidade. O nosso futuro comum, nome e identidade do histórico documento, impunha a condição indispensável: que o liame entre o econômico e o social ordene a vida e as condições de trabalho.

Ora não é outra a noção de desenvolvimento sustentável: é o que atende às necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras atendam às suas próprias necessidades.

A tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul nos mostra o que poderá acontecer se não prestarmos atenção.

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que consubstanciam a Agenda 2030, devem ser levados mais a sério. A degradação constatada no Rio Grande do Sul decorre de causas naturais, mas também de deficiências notórias de governança.

Agora vamos destacar o item 7 da ODS: garantir a sustentabilidade ambiental. O desenvolvimento sustentável é o único apto a garantir que desastres como esse não se tornem uma constante. Portanto, são necessárias passadas de gigante para que o propósito do objetivo de sustentabilidade ambiental seja atingido até 2030.

Três metas estão associadas ao objetivo: A primeira é a água, a qualidade da conservação e recuperação dos mananciais. Do mesmo modo, matas e florestas, esse imenso potencial ambiental que o Brasil possui e que é tão desleixado, não pode mais admitir a ausência de verdadeiras políticas de estado para que delas se cuide.

A solidariedade registrada nesse episódio, que merece todos os louvores, exige prosseguimento com a solidariedade na cobrança de providências claras, objetivas e imediatas de defesa do meio ambiente, do desenvolvimento integral e do nosso futuro comum.

Wagner Balera é professor titular de Direitos Humanos da PUC/SP.  Autor de mais de 20 livros de Direitos Humanos. Membro da Revista Brasileira de Direitos Humanos.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

- Patrocinado -

Últimas

Prefeitura conclui estudo urbanístico e avança com projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o centro de São Paulo

Documento destaca os impactos do novo modal na dinâmica da cidade e sua relação com as demais políticas públicas municipais A Prefeitura de São Paulo,...

Médicos do Hospital do Servidor de SP tentam identificar indícios de Alzheimer a partir de exame de vista

No futuro, exame óptico poderá ser adicionado ao protocolo de diagnóstico precoce da doença Para ajudar na prevenção do Alzheimer, os médicos do Hospital do...

COP30 e o papel estratégico do Brasil na governança climática e alimentar

Por Thomas Law Em novembro, Belém do Pará sediará a COP30, tornando-se o centro das discussões sobre mudanças climáticas. Além das questões ambientais, o evento...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.