CRESANs qualificam 8 mil pessoas em 15 meses e transformam segurança alimentar em geração de renda em São Paulo

Com média de 30 oficinas mensais nas unidades, iniciativa da Prefeitura une combate ao desperdício e capacitação profissional para o mercado de trabalho

Entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, os Centros de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (CRESANs) registraram a marca de quase 8 mil cidadãos capacitados, consolidando a capital paulista com um modelo que une o combate à fome à autonomia financeira. Operando nas unidades Vila Maria e Butantã, o programa vai além da assistência imediata, utilizando a educação nutricional como ferramenta de inserção no mercado de trabalho e fomento ao empreendedorismo local.

O balanço do último ano revela a escala da iniciativa: em 2025, as duas unidades realizaram juntas quase 500 oficinas, alcançando um público de mais de 7.200 pessoas. O destaque fica para a unidade Butantã, que concentrou o maior volume de atividades com 436 cursos concluídos, enquanto a Vila Maria somou 59 formações. Já o início de 2026 mantém o ritmo acelerado: até o dia 15 de março, 61 novos cursos já foram finalizados, beneficiando 700 paulistanos que buscam nas cozinhas didáticas uma alternativa para gerar renda e driblar a insegurança alimentar.

“O que os CRESANs integram como metodologia é totalmente diferente dos cursos de culinária que vemos, ao juntar a sustentabilidade com o lucro.”, afirma Vítor Arruda, secretário de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento da Prefeitura de São Paulo.

Segundo Vitor, nas oficinas abertas dos CRESANs, os alunos aprendem técnicas de aproveitamento integral dos alimentos, que além de contribuir na redução do desperdício doméstico, possibilitam criar novos produtos para comércio com forte valor agregado:

“Esse ciclo de aprendizado transforma as unidades em verdadeiros pólos de convivência e inovação social, recuperando a empregabilidade e fortalecendo a autonomia financeira dos participantes, principalmente pessoas idosas”, finaliza o secretário da pasta.

Para a gestão municipal, o sucesso de adesão reflete uma demanda crescente por políticas públicas que entreguem soluções práticas para os desafios urbanos. Mais do que equipamentos de segurança alimentar, os CRESANs funcionam como portas de entrada para a rede de proteção social da cidade, conectando a população a conceitos de nutrição balanceada e gestão de pequenos negócios. Ao oferecer as ferramentas necessárias para que o cidadão construa sua própria trajetória, o projeto reafirma o papel de São Paulo como referência na implementação de políticas de soberania alimentar resilientes e eficazes.


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