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terça-feira, 9 dezembro, 2025

Conjuntivite, olho seco e mais: os riscos invisíveis do inverno

Oftalmologista explica como o clima frio e a poluição agravam os problemas oculares que aumentam até em 20% na estação seca do ano

Com a chegada do inverno, cresce o número de casos de doenças oculares, causadas principalmente por vírus que se espalham, promovendo a irritação e a secura do canal lacrimal. Cerca de 20% dos brasileiros recebem anualmente diagnósticos de alergias oculares nesse período, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Esses sintomas estão frequentemente relacionados a patologias comuns, como conjuntivite e síndrome do olho seco, além de outras mais raras, como a herpes ocular. Nesses casos, algumas queixas são recorrentes, como vermelhidão nos olhos, coceira e até mesmo a sensação de areia.

Segundo levantamento feito pelo oftalmologista Henock Altoé, os diagnósticos de conjuntivite aumentam cerca de 40% entre maio e agosto. Outro fator de risco durante o frio é o ressecamento da lágrima — que tem a função de proteger a superfície dos olhos contra agressões externas — e que afeta as mulheres de forma mais recorrente, chegando a duas mulheres para cada um homem.

O oftalmologista explica que com a baixa umidade do ar e o frio intenso, a camada aquosa das lágrimas evapora mais rapidamente. “Essa camada é essencial para manter os olhos bem lubrificados e protegidos. Sem ela, o atrito entre a pálpebra e o globo ocular aumenta, gerando sensações desconfortáveis como ardor, irritação e aquela incômoda impressão de que há algo preso nos olhos”, detalha.

O especialista alerta ainda que a presença de substâncias alergênicas — que causam alergia ou irritação — favorece o aumento de doenças oculares, especialmente em ambientes fechados com grande circulação de pessoas. “Durante o inverno, fatores como roupas guardadas, cortinas fechadas e o uso de aquecedores sem manutenção adequada contribuem para o acúmulo de poeira e poluentes, agravando os quadros de conjuntivite alérgica. Embora essa forma da doença não seja contagiosa, ela provoca sintomas incômodos como coceira intensa, olhos lacrimejantes e secreção clara”, explica.

Além disso, entre os meses de agosto e setembro, período que antecede a primavera, o volume de pólen no ar aumenta significativamente, representando outro fator de irritação ocular para pessoas mais sensíveis.

Já no auge da estiagem, é comum o surgimento de surtos de conjuntivite viral — uma inflamação da conjuntiva, causada principalmente por adenovírus. Diferente da forma alérgica, essa variação é altamente contagiosa e pode ser transmitida por superfícies contaminadas, tosse ou contato direto com as mãos. “A pessoa infectada pode disseminar o vírus por até 14 dias após o início dos sintomas, sendo mais contagiosa nos primeiros dias”, enfatiza Altoé.

Cuidados necessários

O oftalmologista esclarece que as doenças oculares são reações a substâncias irritantes. Elas indicam que as condições ambientais estão sendo prejudiciais ao organismo. Por isso, o primeiro passo é a higienização dos espaços, especialmente se forem compartilhados.

“No caso da secura nos olhos, é possível adotar medidas simples, como manter-se bem hidratado, evitar ambientes com ar muito seco, utilizar umidificadores e, quando necessário, aplicar colírios de uso seguro. No entanto, o uso de colírios deve ser feito com indicação médica, já que nem todos são indicados para todas as condições”, orienta Altoé.

Ele reforça que o aumento dos casos durante o inverno exige atenção redobrada com a saúde ocular. Se os sintomas persistirem, é fundamental procurar uma unidade de saúde. “Mesmo sintomas leves podem evoluir se não forem tratados adequadamente. O cuidado preventivo e a consulta médica são essenciais para evitar complicações e preservar a saúde ocular ao longo do inverno”, conclui o oftalmologista.


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