Comissão da Alesp dá aval a projeto que prevê às mulheres o direito de acompanhante em consultas

Colegiado também avalizou proposta de palestra sobre violência doméstica em empresas


Em sua terceira reunião, realizada na terça-feira (22), a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou oito projetos de lei. Dois deles se destacam por reforçarem medidas de proteção no dia a dia da população feminina.

Um dos itens avalizados pelo Colegiado busca assegurar às mulheres o direito de acompanhante em consultas médicas, exames ou outros procedimentos em unidades de Saúde públicas e privadas. O outro quer obrigar as empresas com sede no Estado, e que apresentarem 60% ou mais de homens em seus quadros, a oferecer palestras sobre o tema violência doméstica. Agora, as propostas estão aptas a seguir tramitação na Casa.

“Conseguimos a aprovação de vários projetos e isso terá andamento na Casa. São propostas que trazem importantes visões de como podemos proteger as nossas mulheres”, afirmou Valéria.

O Projeto de Lei 10/2023 – que tem tramitação de urgência e foi unido ao PL 256/2023 -, é o que busca garantir a presença de acompanhantes às mulheres nas unidades de Saúde. A proposta, de autoria de Rogério Nogueira (PSDB), Luiz Fernando (PT), Rafa Zimbaldi (Cidadania), Thiago Auricchio (PL) e da ex-deputada Patrícia Gama (Rede), busca oferecer mais tranquilidade e segurança durante os procedimentos médicos, inibindo possíveis novos casos de abusos.

Já o Projeto de Lei 61/2020, de autoria do ex-deputado Tenente Nascimento (Republicanos), visa, com as palestras sobre violência doméstica nas empresas com maioria do quadro masculino, levar ao ambiente de trabalho uma maior conscientização sobre violência doméstica. A ideia é fazer disso uma forma de multiplicar boas práticas em todos os demais momentos da vida das pessoas.

“As palestras são importantes para conscientizar os homens e também fortalecer as mulheres sobre o seu papel em casa e na sociedade”, apontou a deputada Clarice, relatora do projeto. “Os homens precisam saber que muitos de seus comportamentos são afrontas. Além de agressões físicas, existem as verbais, psicológicas e financeiras. Às vezes, a mulher acaba ficando submissa em casa porque depende daquela pessoa e não encontra uma maneira de se manter sozinha”, apontou a parlamentar.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Colaboração entre famílias e educadores é fundamental no combate à violência em ambiente escolar

Transmitir valores e regras com clareza é responsabilidade de...

Golpes digitais sofisticados: conheça quais são e saiba como proteger seus dados

Do WhatsApp a falsas centrais bancárias, entenda como os...

População poderá participar da escolha de bancos, floreiras e vasos do mobiliário urbano da cidade

Protótipos finalistas do Concurso Nacional ficam em exposição na...

Colaboração entre famílias e educadores é fundamental no combate à violência em ambiente escolar

Transmitir valores e regras com clareza é responsabilidade de todos os envolvidos na educação O aumento dos episódios de violência e bullying nas escolas tem...

Golpes digitais sofisticados: conheça quais são e saiba como proteger seus dados

Do WhatsApp a falsas centrais bancárias, entenda como os golpes evoluíram, quais os sinais de alerta e como adotar hábitos simples para sua segurança Os...

População poderá participar da escolha de bancos, floreiras e vasos do mobiliário urbano da cidade

Protótipos finalistas do Concurso Nacional ficam em exposição na Praça Dom José Gaspar até 29 março Até o dia 29 de março, a população poderá...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui