Combate da Polícia de SP a desmanches clandestinos contribui para queda de 35% nos roubos de veículos na capital

Mais de 72 mil peças sem procedência foram apreendidas neste ano

O combate aos desmanches clandestinos tem enfraquecido a cadeia de receptação de veículos roubados e furtados na capital paulista. Somente neste ano, a Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) apreendeu 72,8 mil peças automotivas sem comprovação de origem durante fiscalizações e investigações.

As ações atingem diretamente a cadeia criminosa responsável por dar destino aos veículos roubados ou furtados.

Após o roubo ou furto, os veículos costumam ser desmontados rapidamente e as peças são revendidas ilegalmente. Ao interromper esse mercado clandestino, a Polícia Civil reduz uma das principais fontes de financiamento das organizações criminosas envolvidas nesse tipo de delito.

Do total de peças apreendidas neste ano, 53,9 mil eram de carros e 18,9 mil de motos, caminhões ou ônibus. As ações integram a estratégia da Polícia Civil para enfraquecer o mercado ilegal de peças e ocorrem em um cenário de redução dos crimes contra o patrimônio.

Nos primeiros cinco meses de 2026, os roubos de veículos caíram 35,8%, passando de 4,5 mil para 2,8 mil ocorrências na comparação com o mesmo período de 2025. Os furtos também recuaram 9%, de 16,8 mil para 15,2 mil registros.

Responsável por esse trabalho na capital, a Divecar identifica estabelecimentos que comercializam componentes de origem ilícita, realiza apreensões e responsabiliza os envolvidos pelo crime de receptação.

“Quando a Polícia Civil fecha um desmanche ilegal, apreende peças, identifica receptadores e responsabiliza todos os integrantes da cadeia criminosa, atingimos diretamente a principal fonte de financiamento dessas organizações”, explicou o delegado divisionário da Divecar, Paul Verduraz.

Compra de peças irregulares pode configurar crime 

A Polícia Civil alerta que a aquisição de peças automotivas sem origem comprovada também contribui para manter o mercado ilegal. Dependendo das circunstâncias, o comprador pode responder pelo crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal, caso seja comprovada a origem ilícita do produto.

Para evitar esse risco, a orientação é adquirir peças apenas em estabelecimentos regularizados, que emitam nota fiscal e comprovem a procedência dos produtos. Também é importante desconfiar de ofertas com valores muito abaixo dos praticados no mercado. Além de evitar prejuízos ao consumidor, esses cuidados dificultam a circulação de peças provenientes de roubos e furtos.


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