No menu items!
20.8 C
São Paulo
quinta-feira, 5 fevereiro, 2026

Câncer de pulmão: cerca de 20% dos pacientes continuam fumando durante ou após o tratamento oncológico

Hábito aumenta o risco de recidiva da neoplasia e afeta o resultado de terapias contra a doença

O tabagismo continua sendo a principal causa de câncer de pulmão no mundo. No Brasil, são estimados 32.300 novos casos da doença para este ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o que apenas reforça a importância de um olhar cuidadoso para os cânceres pulmonares – que ainda lideram o ranking das doenças oncológicas que mais matam todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Contudo, além de todos os desafios, há ainda o panorama de pacientes que, por conta do vício, continuam fumando mesmo após o diagnóstico. “Geralmente, quando recebem a notícia, a maioria deles param de fumar. Mas, cerca de 15% a 20% continuam fumando durante ou após o tratamento, podendo resultar em um risco aumentado do câncer voltar ou ainda na diminuição da eficácia dos tratamentos oncológicos”, explica  William Nassib William Junior, líder nacional da especialidade tumores torácicos da Oncoclíncias&Co.

Ainda segundo o INCA, fumar durante o tratamento oncológico pode aumentar os efeitos colaterais das terapias, provocando uma redução na qualidade de vida do paciente. “O hábito também contribui para maiores chances de trombose, AVC e infarto nessa parcela”, acrescenta o oncologista.

Embora seja comprovado que cessar o tabagismo promove diversos benefícios, inclusive para quem já tem a doença, o oncologista ressalta que, sem ajuda, ainda é muito difícil deixar o vício. “O ideal é que o paciente oncológico pare de fumar definitivamente, mas sabemos que nem sempre essa é a realidade. Buscar aconselhamento especializado é o primeiro passo para tratar a dependência e, consequentemente, promover uma melhor qualidade de vida para quem está enfrentando ou já enfrentou o câncer”.

Entenda os benefícios de deixar fumar:

Em 2 horas: não há mais nicotina circulante no sangue

Em 24 horas: os pulmões já funcionam melhor, e os brônquios começam a limpar os resíduos deixados pelo fumo.

De 2 semanas a 3 meses: a circulação sanguínea melhora consideravelmente. Caminhar torna-se mais fácil e a função pulmonar melhora em até 30%.

Em 10 anos: o risco de sofrer um infarto será igual ao de quem nunca fumou. Redução dos riscos de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, rim e pâncreas.

Em 15 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão pode igualar-se aos dos não fumantes.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Descarte irregular de lixo é um grave problema na Capela do Socorro

Um dos principais reflexos do descarte irregular são as...

Viaturas elétricas da GCM da capital evitam emissão de 243 toneladas de CO₂ na atmosfera

Iniciativa, que equivale ao plantio de 10 mil árvores, integra ações municipais de descarbonização, que incluem 1.149 ônibus elétricos e caminhões a biometano As viaturas...

Subprefeitura Pinheiros inicia obras de revitalização da Praça Mycle Alexandre Campos Melo

Local é frequentado por moradores e pacientes da UPA Lapa A Subprefeitura Pinheiros deu início às obras de revitalização das calçadas da Praça Mycle Alexandre...

Descarte irregular de lixo é um grave problema na Capela do Socorro

Um dos principais reflexos do descarte irregular são as enchentes e alagamentos O descarte irregular de lixo continua sendo um dos principais desafios enfrentados na...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.