Capital passou de 2.502 novos CNPJs do setor em 2015 para 6.911 em 2025
O mercado audiovisual vem ganhando espaço entre os empreendedores de São Paulo. Em dez anos, o número anual de novos CNPJs no segmento cresceu 176% na capital, passando de 2.502, em 2015, para 6.911, em 2025. Atualmente, são 39.584 empresas ativas no setor, das quais 18.301 são Microempreendedores Individuais (MEIs), segundo dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) consolidados pelo Data Sampa, plataforma de dados da Prefeitura.
O crescimento mais recente também chama atenção: os novos registros aumentaram 18,3% em 2024 e outros 13,4% em 2025.
É nesse cenário que a Prefeitura mantém uma política que vai além do apoio financeiro direto, com ações voltadas à formação, ao trabalho, à produção, à circulação e ao acesso à cultura. O objetivo é fortalecer toda a cadeia audiovisual da cidade, que reúne produtoras de cinema, séries e conteúdo digital, distribuidoras, agências, estúdios, empresas de dublagem e mixagem sonora e negócios de tecnologia ligados ao setor.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart, o avanço acompanha mudanças no consumo e na produção de conteúdo. “Este crescimento pode ser atribuído à valorização dos vídeos como ferramenta de comunicação, forma de expressão mais inclusiva e mais demanda pelos serviços nos streamings e redes sociais. O cenário do cinema nacional, que vem se destacando em premiações globais, também estimula mais empreendedores a verem neste segmento da economia criativa uma forma de unir tecnologia, cultura e renda”, afirma.
Por meio da Spcine, empresa pública de fomento ao cinema e ao audiovisual vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, e da ADE SAMPA, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, o município atua em diferentes pontos da cadeia: da formação e aceleração de empresas à produção e distribuição de filmes, passando pela atração de grandes filmagens, pela realização de eventos e pela ampliação do acesso da população ao cinema.
“Democratizar o acesso à cultura é uma das nossas missões na Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O Amplifica Cine veio para ampliar o acesso e trazer representatividade para o nosso audiovisual, cada vez mais presente e atuante no mundo. Para nós é muito importante apoiar toda a cadeia de trabalho e fomentar o empreendedorismo, das minorias e comunidades periféricas”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.
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