ARTIGO | Você se conhece bem?

Você se conhece bem? Uma pesquisa realizada pela psicóloga americana Tasha Eurich constatou que apenas 15% das pessoas possuem “autoconhecimento”. O termo, comum na psicologia e na filosofia, é fundamental para o crescimento pessoal e profissional, e vem sendo cada vez mais discutido dentro das esferas sociais. Apesar de parecer simples, trata-se de um processo complexo que envolve a construção de uma identidade autêntica e verdadeira.

‌Para o psicanalista inglês Donald Winnicott, o ser humano passa por um estágio inicial de dependência absoluta, a infância. Aos poucos, através do contato com o ambiente, a criança começa a desenvolver um senso de individualidade, adquirindo habilidades para lidar com as demandas do mundo externo e comunicar seus desejos e necessidades.

‌Segundo ele, a verdadeira pessoa é aquela que se sente viva, autentica e que não se preocupa em esconder quem realmente é. Essa originalidade só é possível quando existe um ambiente facilitador, um lugar onde a criança se sinta segura para explorar sua individualidade e expressar suas emoções de forma livre. Entretanto, o autoconhecimento não é apenas um processo individual, mas relacional.

‌Através das nossas relações com os outros conseguimos descobrir, questionar e praticar. Podemos atribuir três momentos distintos – o racional, o emocional e o subconsciente. O primeiro diz respeito ao que pensamos e fazemos, o segundo ao que sentimos e, por fim, a reflexão do porquê pensamos e sentimos tais coisas. É uma atividade quase que diária, que vai desde a nossa infância até o dia da nossa morte.

‌Dedicar um tempo de qualidade a si mesmo é uma prática valiosa, tão importante quanto cuidar da saúde física e emocional. Aprender a dizer ‘não’ é empoderador e nos permite estabelecer limites saudáveis. Chorar não é sinal de fraqueza. Pedir ajuda quando necessário é sinônimo de coragem. Livrar-se do que te faz mal é um ato de amor próprio, é um ato de autoconhecimento.

*Cristina Navalon é psicóloga com formação pela Universidade Metodista de São Paulo com especialização em Psicanálise do Adolescente, Psicossomática e Doenças Mentais.


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