No menu items!
24 C
São Paulo
sexta-feira, 2 janeiro, 2026

ARTIGO | Uma análise crítica sobre as queimadas na Amazônia

Por Renata Franco

Há muito se alardeia sobre o desmatamento na Amazônia. Ano após ano, notícias relatam o maior desmatamento no período e o alerta de que a Floresta Amazônica se aproxima de um estágio de perda da resiliência, ou seja, perda da capacidade de se recuperar diante dos danos sofridos, mais rápido do que o previsto.

Recentemente, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicou que o desmatamento na Amazônia Legal foi de 291 km², em fevereiro. A Amazônia Legal corresponde a 59% do território do país. Esse desmatamento seria o maior nível, para o mês, em toda a série histórica em que a instituição fez as medições.

Em que pese a concepção e a percepção sejam mais recentes, as questões ambientais que se manifestam no Brasil desde o seu descobrimento refletem na construção do pensamento social brasileiro.

A história brasileira de exploração como Brasil colônia e degradação ambiental de alguns desastres ambientais como a tragédia da Vila Socó em Cubatão (SP), o caso do Césio 137 de Goiânia (GO) e o desmatamento desenfreado da Amazônia e da Mata Atlântica contribuíram e muito para a realidade do ordenamento jurídico pátrio.

Tanto que a Lei de Crimes Ambientais foi votada em caráter de urgência, em fevereiro de 1998, em virtude dos altos índices de desmatamento na Amazônia (21.050 Km² em 1998) e à pressão internacional para que o Governo Brasileiro adotasse medidas eficientes para o seu combate.

Apesar das inúmeras discussões sobre a Lei de Crimes de Ambientais, observa-se que seu êxito foi relativo: o desmatamento reduziu em praticamente 50%, mas em 2022 ainda era de 11.568 Km². Além disso, a pressão internacional continua grande sobre a soberania nacional de nossa floresta.

A solução não é simples, mas deve ser enfrentada! E a contradição na relação entre desenvolvimento e meio ambiente – como crescer economicamente sem afetar o estoque de riquezas naturais existentes no planeta, deve ser superada com o equilíbrio dos meios de produção e, enquanto não se evolui o pensamento social voltado para esse equilíbrio, o estado precisa fazer as suas vezes, como órgão de gestão e fiscalização de forma efetiva!

Renata Franco é especialista em Direito Ambiental e Regulatório


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Estilo de vida leva jovens de até 30 anos apresentarem risco cardíaco

Adultos entre 18 a 39 anos, 7,3% já apresentam...

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Agência emitiu alerta sobre compra e consumo desses medicamentos Popularizadas...

Mortalidade infantil caiu 33% nos últimos 25 anos no Estado de São Paulo

Em 2000, para cada mil bebês paulistas nascidos vivos,...

Estilo de vida leva jovens de até 30 anos apresentarem risco cardíaco

Adultos entre 18 a 39 anos, 7,3% já apresentam hipertensão, diz estudo Homens jovens entre 20 e 30 anos já estão apresentando fatores de risco...

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Agência emitiu alerta sobre compra e consumo desses medicamentos Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada...

Mortalidade infantil caiu 33% nos últimos 25 anos no Estado de São Paulo

Em 2000, para cada mil bebês paulistas nascidos vivos, outros 17 morriam Um estudo da Fundação Seade mostra que a mortalidade infantil no Estado de...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Visão geral de privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.