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sexta-feira, 1 março, 2024

ARTIGO | Pressão arterial flutuante: sinal de alerta para demência e doenças cardíacas

Pequenas flutuações na pressão arterial (PA) dentro de 24 horas, bem como ao longo de vários dias ou semanas, estão associadas a distúrbios de cognição, dizem os pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália (UniSA).

Variações mais elevadas da PA sistólica (o número superior que mede a pressão nas artérias quando o coração bate) também estão associadas ao enrijecimento das artérias, associando-se a doenças cardíacas.

As descobertas foram publicadas na revista Cerebral Circulation – Cognition and Behavior. A autora principal, Daria Gutteridge, Ph.D. do Laboratório de Neurociências de Envelhecimento e Déficit Cognitivo (CAIN) da UniSA, diz que é bem conhecido que a pressão alta é um fator de risco para demência, mas pouca atenção é dada à flutuação da pressão arterial. “Os tratamentos clínicos concentram-se na hipertensão, ignorando a variabilidade da pressão arterial”, diz Gutteridge.

A pressão arterial pode flutuar em diferentes períodos de tempo – curtos e longos – e isso parece aumentar o risco de demência e da saúde dos vasos sanguíneos.

Para ajudar a explorar os mecanismos que ligam as flutuações da PA à demência, os investigadores da UniSA recrutaram 70 idosos saudáveis, ​​com idades entre 60 e 80 anos, sem sinais de demência ou deficiência cognitiva.

Com pressão arterial monitorada, eles completaram um teste cognitivo e a rigidez arterial no cérebro e nas artérias foi medida por ultrassonografia Doppler no crânio.

“Descobrimos que uma maior variabilidade da pressão arterial dentro de um dia, bem como ao longo dos dias, estava associada à redução do desempenho cognitivo. Também descobrimos que variações mais elevadas da pressão arterial dentro da PA sistólica estavam associadas a uma maior rigidez dos vasos sanguíneos nas artérias”, contou Gutteridge.

A variabilidade da PA pode servir como um marcador clínico precoce ou alvo de tratamento para o comprometimento cognitivo.

Rubens de Fraga Júnior. Professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e médico especialista em Geriatria e Gerontologia


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