No menu items!
24.7 C
São Paulo
segunda-feira, 22 julho, 2024

ARTIGO | Juridiquês: você não precisa disso

Por muitos anos, o Direito, assim como o universo jurídico, foi pensado apenas para os advogados e profissionais que possuem conhecimento na área. Nunca foi uma área acessível para os clientes e cidadãos que não possuem formação jurídica.

A relação entre advogados e clientes sempre foi desequilibrada, em que o profissional do Direito era o único possuidor do conhecimento jurídico, enquanto o cliente ficava apenas de expectador.

Ao mesmo tempo que a Constituição prega o princípio do acesso à justiça, a cultura jurídica afasta essa mesma justiça dos leigos, ou seja, de qualquer cidadão que não possua formação jurídica.

A maior dificuldade do meio jurídico sempre foi o seu distanciamento da realidade, o seu formalismo exagerado e a linguagem rebuscada, o famoso juridiquês. Quem nunca se sentou à mesa com mais de um advogado e pareceu estar ouvindo outro idioma? Ou pegou um contrato para ler e teve certeza de que aquele documento foi feito para prejudicar? Por exemplo, há pessoas que possuem medo de alugar o apartamento ou a casa, pois não conseguem compreender o texto do contrato de locação.

O juridiquês só gera receio e dúvidas. Mas há boas notícias. Um novo conceito jurídico tem ganhado força no mercado: o Legal Design. É uma técnica que utiliza ferramentas e elementos de Design, unidos ao Design Thinking para tornar documentos jurídicos mais acessíveis e compreensíveis para o destinatário final daquele documento.
A proposta é colocar o destinatário final do documento jurídico como foco de toda estratégia de elaboração. Em âmbito contratual, podemos citar o exemplo de um contrato, que, em regra, no dia a dia, é lido por pessoas comuns, que não são da área jurídica, e que pode ser redigido utilizando uma linguagem simplificada e objetiva, usando elementos de design (gráficos, tabelas, fluxogramas).

A pessoa precisa entender o papel que está assinando desde a primeira linha. O objetivo é tornar documentos jurídicos mais acessíveis, compreensíveis e estratégicos, fazendo com que sejam mais eficientes e que melhorem a experiência dos usuários finais. Portanto, que possamos deixar de lado o juridiquês para sermos cada vez mais claros e transparentes. Consumidores, clientes, magistrados e todos aqueles que têm contato com o documento agradecem.

Gabriella Ibrahim é advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law – Metodologia LDFD


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Com ritmo atual, universalização do saneamento ocorrerá em 2070

São 37 anos de atraso em relação ao marco...

Governo de São Paulo lança campanha para reduzir mortes de pedestres

Campanha educativa com o filósofo e professor Clóvis de...

Festival do Japão atrai 200 mil pessoas em São Paulo

Evento contou com apresentações, comidas típicos e produtos artesanais No...

Com ritmo atual, universalização do saneamento ocorrerá em 2070

São 37 anos de atraso em relação ao marco legal brasileiro Pesquisa do Instituto Trata Brasil, divulgada na segunda-feira (15), mostra que a universalização do...

Governo de São Paulo lança campanha para reduzir mortes de pedestres

Campanha educativa com o filósofo e professor Clóvis de Barros Filho destaca a importância do respeito à faixa de segurança Nos últimos cinco anos, 33.531...

Festival do Japão atrai 200 mil pessoas em São Paulo

Evento contou com apresentações, comidas típicos e produtos artesanais No segundo final de semana de julho, mais de 200 mil pessoas visitaram o 25º Festival...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui