ARTIGO | Como é importante as empresas investirem em práticas sustentáveis

No Brasil, dos mais de 80 milhões de toneladas de lixo produzidas por ano, apenas 4% dos resíduos sólidos são reciclados. Segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos), o país perde, pelo menos, R$ 14 bilhões anualmente por não reciclar resíduos, que são descartados em aterros sanitários e lixões irregulares.

São diversos os fatores que contribuem para esse cenário, como falta de conscientização da população e de infraestrutura das prefeituras, entre outros. E mesmo após a coleta, as etapas do processo de reciclagem, dependendo do material, são bem complicadas.

Em diversas linhas de reciclagem, como a de resíduos plásticos ou de papel, não existem entradas controladas e previsíveis, processos repetidos e saídas idênticas.

O maior obstáculo a superar continua sendo a natureza inerente do fluxo de resíduos, altamente variável e imprevisível, já que as caçambas com material incluem diversos tipos de plásticos ou de papel, que precisam ser separados.

Por outro lado, essa triagem manual representa um importante mercado de trabalho, atividade que, de acordo com levantamento do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, emprega cerca de 800 mil agentes ambientais.

Robôs com Inteligência Artificial poderiam fazer essa separação? Multitarefas, escaláveis e com soluções de Inteligência Artificial, eles são rápidos, precisos e podem separar uma infinidade de resíduos.

Mas em um País onde a reciclagem é uma relevante fonte de trabalho que emprega uma mão de obra não especializada, o que é mais importante? Investir em tecnologia ou ampliar a divulgação de práticas sustentáveis, infraestrutura para coleta, e oferecer melhores condições de trabalho para esses agentes?

Não podemos esquecer de que existem processos de reciclagem industriais que envolvem produtos tóxicos e que precisam atender a requisitos de segurança.

Nesse caso, a automação é a melhor solução, levando eficiência e segurança aos processos, como na reciclagem de baterias, que contêm diversos produtos tóxicos, como chumbo.

Com a automação, o processo de reciclagem irá alcançar um novo patamar, com inovadoras tecnologias entregando maior produção e despesas operacionais muito menores.

Jaime Perroti, Especialista de Produto na Mitsubishi Electric


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