Alzheimer e saúde bucal? Prevenção começa pela boca

Estudo da Revista Science Advances aponta relação entre infecções gengivais e Alzheimer

Um estudo publicado na revista Science Advances sugere uma ligação entre infecções gengivais e a doença de Alzheimer, trazendo novas perspectivas para a prevenção e tratamento da doença neurodegenerativa. Segundo o estudo, as bactérias causadoras da doença de Alzheimer são as mesmas que causam a doença periodontal, inflamação crônica que afeta as gengivas e os ossos que sustentam os dentes. As doenças periodontais, ou seja, doenças da gengiva, são apontadas como a segunda doença bucal mais frequente, ficando atrás apenas da cárie.

Para a dentista Patrícia Reis, coordenadora de Odontologia da Newton Paiva, a pesquisa reforça a importância da saúde bucal muito para além da boca. “As infecções gengivais são causadas por bactérias, e algumas delas possuem um grande potencial de serem consideradas agentes etiológicos da doença de Alzheimer”, explica a especialista. “Estudos anteriores já sugeriam que a doença pudesse ter um componente infeccioso”, complementa.

Embora ainda não haja uma comprovação definitiva de que essas bactérias sejam a causa direta do Alzheimer, o estudo abre caminho para novas abordagens na prevenção e tratamento da doença. “Além do Alzheimer, já sabemos da relação entre doenças periodontais e condições como diabetes, doenças cardiovasculares e parto prematuro”, afirma a dentista.

As doenças periodontais, que afetam a gengiva e os tecidos de suporte dos dentes, são as segundas doenças bucais mais frequentes, ficando atrás apenas da cárie. No entanto, muitas vezes passam despercebidas. “Muita gente sofre com doenças gengivais sem sequer suspeitar do diagnóstico. Muitas vezes, o paciente busca ajuda apenas quando a doença já está avançada, o que torna ainda mais importante o investimento em prevenção”, alerta.

A relação entre doenças gengivais e o Alzheimer pode estar na disseminação das bactérias através da corrente sanguínea. “Essas bactérias entram no fluxo sanguíneo e migram para órgãos de maior vulnerabilidade, como o cérebro, podendo estar associadas ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas”, explica Patrícia.

Para prevenir esses e outros problemas, a dentista destaca a importância de uma boa higiene bucal. “A escovação adequada é a melhor forma de prevenção. Dedicar tempo para uma escovação correta, usar uma escova de qualidade, creme dental adequado e, principalmente, o fio dental são essenciais para manter a saúde bucal e evitar complicações”, conclui.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

- Patrocinado -

Últimas

Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras 

Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos...

Setembro registra recorde de chuva na capital paulista  

Volume já equivale a três vezes a média mensal...

Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras 

Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos um tipo de violência Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido...

Cidade de São Paulo supera meta de vacinação contra vírus sincicial respiratório entre gestantes

Cobertura vacinal chegou a 95,7% na capital, com 92.074 mulheres imunizadas desde dezembro de 2025 A cidade de São Paulo superou a meta de 95%...

Setembro registra recorde de chuva na capital paulista  

Volume já equivale a três vezes a média mensal para o período Os registros oficiais de chuvas na capital paulista já consideram este mês de...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui